icthus peixe

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ixore peixe

ichusteama

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A História de Icthus

Este sinal foi usado como uma forma secreta de comunicação entre os cristãos do início da Igreja dentro das catacumbas romanas. Eles entalhavam este sinal nas paredes para que se identificassem com outros cristãos. É uma palavra grega que significa "peixe" (daí o uso do desenho) e que formava um acróstico: Jesus Cristo, Filho de Deus, Salvador Você vê-los na parte traseira dos automóveis em todo lugar.Ocasionalmente, você vê-los usado em colares ou pulseiras. Eu mesmo vi-los como chaveiros e bonés. Mesmo os evolucionistas exibir este símbolo com o nome "Darwin" apropriadamente inscrito em cima dele. Eu mesmo vi esses símbolos misteriosos com uma pontuda, pequenas e nadadeira dorsal saliente em cima de um destes, assemelhando-se um tubarão. O "ichthus", quando exibido corretamente deve ser semelhante a qualquer uma das quatro figuras apresentadas a seguir: Exatamente o que faz o Ichthus significa? Ichthus (IKH-thoos) ou ichthys é a palavra grega que significa simplesmente "peixe". A ortografia é grego para ichthus - Iota, Chi Theta, Upsilon, e Sigma. A tradução para Inglês é IXOYE. As cinco letras gregas representam as palavras que significam "Jesus Cristo, Filho de Deus, Salvador". A versão grega é, "Iesous Christos, Theou Uios, Soter ". Este símbolo foi utilizado principalmente entre os cristãos da igreja primitiva anos (e segundo século 1 dC) O símbolo foi introduzido a partir de Alexandria, Egito, que, na época, era um porto muito populosas. Era o porto em que muitos bens foram trazidos do continente europeu. Devido a isso, foi utilizado pela primeira vez pelos povos do mar como um símbolo de uma divindade familiar, neste caso, Jesus Cristo. O símbolo foi usado mais tarde como um meio de identificar ou reconhecer um irmão em Cristo, sem necessidade de qualquer comunicação verbais sendo trocados. Por que isso foi necessário? Durante o reinado do imperador Nero (54 dC-68 dC), e durante todo o reinado de maldade subseqüentes imperadores do Império Romano, os cristãos eram comumente perseguidos, torturados e condenados à morte por causa de sua fé em Cristo Jesus. Imperador Nero se pessoalmente desprezava os cristãos. Ele culpou-os para o grande incêndio de 64 dC, que queimou cerca de metade de Roma. Foi durante as perseguições do Nero que ambos Pedro e Paulo são pensados para ter morrido. Espalhados por todo o império, os soldados romanos estavam estacionados em toda parte para manter a ordem e agir como polícia. Isto incluiu mantendo um olhar atento sobre os acontecimentos da vida quotidiana das pessoas. Muitas vezes, quando um soldado avistou um cristão, ele iria relatar a seus superiores que, por sua vez, ser condenada a prisão do cristão e ser levado para interrogatório. O cristão, então, ser perseguidos e torturados para que eles a retratar-se e submeter-se a muitas religiões politeístas de Roma. Na maioria dos casos a morte seria o fim final. Gregory B. Dill

Creio que só Jesus Salva

Sou um cristão fundamentalista, amo o Senhor e a Igreja,
creio na sua palavra, sou um anti-comunista. não gosto de religião, muito menos da Teologia da Libertação, da Prosperidade e dos teólogos liberais e hereges (uma redundância).

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sábado, 25 de julho de 2009

A obra da cruz

Em cada uma das epistolas da Palavra de Deus nos é chamada a atenção para quem o Senhor Jesus Cristo é. Se um homem não conhece o Senhor Jesus ele não será capaz de conhecer a Sua igreja.

Muitos hoje estão bastante satisfeitos com a condição da igreja, mas é porque que diante do Senhor ainda eles não enxergaram, eles não tem visto Aquele que está assentado no trono, eles conhecem somente um pouco de Deus, têm pouca revelação de Deus e são mais tolerantes com as coisas presunçosas.

Os que verdadeiramente conhecem a Deus, conhecem a real condição da igreja. E conhecem os falsos profetas, os falsos irmãos, conhecem as coisas que estão para se cumprir e conhecem as coisas mediante a pessoa de Cristo que está em nós.

Nós deveríamos perceber que o conteúdo da igreja é Cristo. Olhando todas as epístolas, olhando versículo por versículo, podemos perceber que toda a Palavra fala Dele, e Ele é colocado em primeiro lugar.

Em Cl (1:18) nos diz: E Ele é a cabeça do Corpo da igreja, é o princípio e o primogênito dentre os mortos, para que em tudo tenha a preeminência, para que em tudo Ele tenha o primeiro lugar.

Em I Co (1: 30-31) nos diz: Mas vós sois Dele em Jesus Cristo o qual para nós foi feito por Deus Sabedoria e Justiça e Santificação e Redenção, para que como está escrito: Aquele que se gloria glorie-se no Senhor.

Também em Cl (2:6-7) nos diz: Como pois recebeste o Senhor Jesus Cristo assim também andai nele, arraigados e sobre-edificados nele e confirmados na fé, assim como fostes ensinados abundando em ações de graça.

Nesses dias tem se falado muito sobre a vida da igreja e a expressão do Corpo de Cristo, mas temos que perceber que se não somos capazes de nos apossar da plenitude de Cristo como tudo para nossas vidas, jamais poderá haver a realidade da igreja. Não podemos ter Cristo somente em palavras ou doutrinas, nós temos que ter Cristo na realidade e na prática, Cristo realmente deve ser tudo para nós, Ele deve estar em primeiro lugar.

A maneira de suprirmos vida à igreja a maneira de suprir vida aos irmãos é com Jesus Cristo, pois a Palavra de Deus nos diz que Ele nos justificou, em Rm 5.1 nos diz: Justificados pois mediante a fé, temos paz com Deus por meio de nosso Senhor Jesus Cristo.

A Palavra de Deus também nos diz em Rm (5:11) : Ele nos reconciliou, nos gloriamos em Deus por nosso Senhor Jesus Cristo, por intermédio do qual recebemos a reconciliação.

A Palavra de Deus também nos diz que: Ele nos santificou. I Co (1:2) nos diz: A igreja de Deus que está em Corinto, aos santificados em Cristo Jesus.

Em Rm (8:30) nos diz: Ele nos glorificou..., e aos que predestinou a estes também chamou, e aos que chamou a estes também justificou, e aos que justificou a estes também glorificou.

Em Ap (1:6) nos diz que: Ele nos transformou em Reis e Sacerdotes, e nos constituiu Rei e sacerdote para o Seu Deus e Pai.

Em Ap (1:5) nos diz: Ele nos lavou de todos os nossos pecados, aquele que nos ama, e pelo Seu sangue nos libertou de todo s os nossos pecados.

Em Ef (1:3) nos diz também que: Ele nos abençoou com toda a sorte de bênçãos espirituais. Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo que nos tem abençoado com toda a sorte de bênçãos espirituais.

Em Rm (8:37) nos diz que: Ele nos fez mais do que vencedores por meio daquele que nos amou.
Em Mt (11:29-30) nos diz que seus mandamentos são leves e suaves: tomai sobre vós o meu julgo e aprendei de mim que sou manso e humilde de coração e encontrareis descanso para as vossas almas, porque o meu fardo é leve e o meu julgo é suave.

Em Jo (1:17) nos diz que nós recebemos a graça e na verdade Porque a lei foi nos dada por intermédio de Moisés, mas a graça e a verdade vieram por intermédio de Jesus Cristo.

Em 2 Co (5:18) nos diz que Ele nos deu o ministério da reconciliação: Ora, tudo provém de Deus, e nos reconciliou consigo mesmo por meio de Cristo Jesus, e nos deu o ministério da reconciliação.

Em Ef (2:19) nos diz: Assim, já não somos mais estrangeiros, peregrinos não somos mais mas somos concidadãos dos santos e somos a família de Deus.

É assim, através da palavra que poderemos perceber o quanto Cristo Jesus fez por nós, e o quanto nós podemos suprir vida a igreja através da vida de Cristo em cada um de nós.

A Palavra de Deus também nos diz em 2 Co (11:3) Mas temo que assim como a serpente enganou Eva, com a sua astúcia, assim também seja de alguma sorte corrompido os vossos sentidos e se apartem da simplicidade que há em Cristo Jesus.

Em 2 Co (1:12) nos diz: Porque a nossa glória é esta, o testemunho da nossa consciência de que com simplicidade e sinceridade de Deus, não com sabedoria carnal mas, na graça de Deus temos vivido no mundo e maiormente convosco.

Sim, essa palavra simplicidade de Cristo é a obediência é a obediência e Cristo é a obediência Dele, simplicidade é aquilo que não é duplo, é aquilo que é humilde, puro, que não é complicado, é aquilo que existe modéstia e que não tem mistura.

A simplicidade de Cristo é a perfeita obediência a vontade de Deus, e como nós podemos obedecer esta vontade de Deus: temos então que fazer assim como Paulo em Atos (26.19) que ele disse: Ó rei Agripa, eu não fui desobediente a visão celestial.

Mas como funciona realmente na prática essa obra de Cristo, essa obra da cruz, essa obra de justificação.

Nós temos nos capítulos de Romanos, onde são apresentados vários aspectos da nossa salvação, a nossa justificação pelo sangue, a libertação através da cruz de Cristo.

Esta obra consumada de Cristo no Calvário, deve ser consumada na vida individual do crente, a medida que ele reconhece por revelação a sua eficácia e permite em fé e obediência que a verdade se torne eficaz em sua vida.

Em síntese, ela funciona assim: Tudo o que estava no primeiro Adão foi colocado em Jesus Cristo, e Nele foi eliminado para sempre. Aos olhos de Deus, Adão foi deixado num túmulo e nós fomos incluídos nele também.

Agora iremos nos perguntar: Estamos em Adão ou estamos em Cristo? Em 1 Co (15: 47) nos diz: O primeiro homem da terra é terreno, o segundo homem, o Senhor, é do céu.

Aleluia! Nós não mais estamos em Adão, mas agora estamos em Cristo Jesus e Deus nos considera fora das exigências dos antigos tiranos e sob o governo da tirania, na cruz, Deus nos libertou, libertou a raça de Adão da escravidão e da tirania, que estão registrados em Rm (5, 6, 7 e 8).

Ele nos libertou da punição do pecado e da morte, nos libertou da tirania do pecado como escravidão, nos libertou do poder do pecado como uma lei, nos libertou da presença do pecado quando recebermos a redenção perfeita de nossos corpos.

O objetivo de Deus é que esta nova vida seja mais do que uma posição ou uma experiência, deve ser uma nova maneira de viver, um novo propósito para a nossa existência.

Em Gl (2:20) Paulo nos diz: Não mais eu mas Cristo vive em mim. Muitas e muitas vezes tentamos fazer que a verdade da identificação com Cristo e a Sua morte e ressurreição seja real em nossas vidas, contudo, apesar daquilo que sabemos das tentativas de apropriarmo-nos e da nossa entrega, ainda temos a impressão que nada disso trouxe a realidade.

Como é importante termos a realidade em nossas vidas. Enfim, ainda não recebemos a vitória, a benção que nós esperávamos. A verdade é que existe um problema, é que inconscientemente muitos cristãos, muitos de nós estamos mais preocupados com nós mesmos do que com o próprio Senhor.

Estamos mais interessados naquilo que nós desejamos, que Deus faça coisas para nós do que naquilo que nós deveríamos nos tornar para Ele. Não podemos usar Deus e a obra da cruz para os nosso próprios interesses, a cruz, a substituição não é o começo para desejos e conquistas egoístas, mas sim um fim para o nosso egoísmo.

Deus planejou a cruz para trazer o homem de forma completa para Ele. Muitas vezes continuamos centrados em nós mesmos, nós somos o centro, embora tenhamos algum conhecimento mais profundo sobre os ensinamentos de Cristo, podemos continuar ainda centrados em nós mesmos.

Só queremos receber, só queremos tudo o que Deus tem para dar, queremos possuir tudo o que temos de direito, queremos nos apropriar de toda a nossa herança em Cristo. Que Deus abra os olhos do nosso coração para que não usemos da cruz para o nosso proveito ao invés de morrer na cruz, Deus não vai tolerar essa atitude de centralização em nós mesmos.

A chave é que de Sua morte eu devo tornar-me vivo para Deus. Em Rm 6, Deus enfatiza que o ponto fundamental é vivermos para Ele.

Em Rm (6:10-13) nos diz: Pois quanto a ter morrido de uma vez morreu para o pecado, mas quanto a viver, vive para Deus. Considerai-vos como mortos para o pecado mas vivos para Deus em Cristo Jesus o nosso Senhor. Nem tampouco, apresenteis vossos membros ao pecado como instrumentos de iniquidade, mas apresentai-vos a Deus como filhos dentre os mortos os vossos membros a Deus como instrumentos de justiça.

A ênfase do Senhor é que nós venhamos a viver inteiramente para Ele.
Deus através da cruz muda o antigo centro e o objetivo da nossa vida, afim de trazer-nos para Ele e para o Seu supremo propósito.

No momento em que nos tornamos vivos para Deus, abre-se a porta para que Ele nos traga a completa vitória e libertação.

Muitos hoje não tem vitória, ainda não tem a Sua libertação, mas no momento em que nos tornarmos vivos para Deus abra-se as portas para que Ele nos traga a completa vitória.
Em Mt (6:33) nos diz: Buscai em primeiro lugar o Reino de Deus e a Sua justiça, e as demais coisas vos serão acrescentadas.

Quando o buscamos em primeiro lugar então as demais coisas nos serão acrescentadas. O que a cruz então realizou para o nosso Deus? Que a nova vida, não seja vivida para si mesmo, não podemos continuar vivendo para nós mesmos, mas para Deus.

Em 2 Co (5:15) nos diz: E Ele morreu por todos, para que os que vivem, não vivam mais para si mas para aquele que por ele morreu e ressuscitou.

A mensagem moderna é proferida de acordo com as tendência atuais, satisfazendo desse modo o gosto o raciocínio humano, seu individualismo e o seu egocentrismo, mas a mensagem da cruz, não quer conversa com o mundo, para a carne orgulhosa de Adão ela significa o fim da jornada.

A cruz aponta para o caminho celestial, o viver para Deus. Enfim, é o mesmo processo encontrado em Rm (12:1-2) que nos diz: Rogo-vos pois irmãos, (aqui o Espírito está suplicando) pela compaixão de Deus que apresenteis os vossos corpos em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus que é o vosso culto racional, e não vos conformeis com este mundo mas transformai-vos pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.

Para que venhamos a conhecer a Deus em Sua perfeita e agradável vontade, temos de nos consagrar, e este consagrar é viver para Deus é viver para Ele. Não podemos viver para nós mesmos e para os nossos próprios prazeres, não podemos continuar vivendo essa vida dupla.
Por isso, mesmo conhecendo verdades mais profundas, muitos não entrarão na vida abundante.
Que Deus abra os olhos do nosso coração, de que as vezes conhecemos verdades tão profundas mas que ainda não entramos na vida abundante, na vida abundante da cruz, simplesmente porque não vivemos exclusivamente para Deus.

Que realmente a vida do Senhor que ela venha brotar, que ela venha florescer. E que cada um de nós venha viver exclusivamente para o nosso Deus, sabemos que este é o propósito do Senhor. Que a cada dia possamos perceber as verdades e as maravilhas e a glória de Deus. O Senhor Jesus disse que edificaria a Sua igreja, e que ela tem um Supremo Legislador, que é Ele mesmo Cristo Jesus o Cabeça da Igreja .

Em Cl (1:18) nos diz: E Ele é a cabeça do Corpo da igreja, é o princípio e o primogênito dentre os mortos, para que em tudo tenha a preeminência, para que em tudo Ele tenha o primeiro lugar, para que Ele tenha exclusividade. Que Deus nos ilumine perfeitamente para que venhamos conhecer toda a Sua vontade que esta em Cristo Jesus O nosso Senhor.


Extraído do programa “PARA ONDE VAMOS COMO IGREJA EM ALEGRETE ?”
RÁDIO GAZETA 1370 Kz
Alegrete,RS

quinta-feira, 23 de julho de 2009

A esperança da Glória por David W Dyer

Qual é a sua esperança? Como crentes, o que é que estamos esperando e desejando? Para um cristão, a esperança faz grande parte de sua experiência. Junto com a fé e o amor, é uma das três coisas que permanecerão (1a. Cor 13:13). Mas o que é ela? No que consiste? Estas são as coisas que estaremos discutindo neste capítulo. Paulo ora para que “os olhos do nosso coração sejam iluminados” para que “saibamos qual é a esperança do seu chamamento, qual é a riqueza da glória da sua herança nos santos”(Ef 1:18). Isto é verdadeiramente o que necessitamos. Todos nós necessitamos de uma ulterior revelação sobrenatural referente às coisas maravilhosas de Deus. Precisamos que nossos olhos espirituais sejam “abertos” para que possamos ver. Precisamos olhar profundamente dentro de Seu maravilhoso plano. Então, com esta visão ardendo em nós, entregarmo-nos completamente a Ele para que seus propósitos possam ser cumpridos em nós.Entretanto, antes que possamos realmente saber o que é a nossa esperança, pode nos ser necessário abandonar algumas coisas que podem substituir aquilo que é genuíno. Precisamos libertar nossas mentes de qualquer mito, verdades parciais ou mentiras completas que nos dão um conceito humano, mas não revelação espiritual. Qualquer “compreensão” que não seja verdadeira irá bloquear nossa capacidade de receber aquilo que é verdadeiro. Qualquer conceito que não flua do trono de Deus, mas sim da mente dos homens, certamente nos impedirá de ver Sua verdade. Quando pensamos que já sabemos tudo, nossas mentes se tornam “cheias” e satisfeitas, tornando difícil para nós recebermos qualquer coisa a mais. Esta posição cega e fechada é especialmente lamentável se o que pensamos ser luz se revela ser apenas trevas. Portanto, é imperativo gastar um tempo aqui nesta mensagem, não apenas para declarar o que é verdadeiro, mas também examinando algumas idéias falsas, muito comuns, que tomam o lugar da revelação divina na mente de alguns crentes. Deus tenha misericórdia de nós para revelar Sua própria verdade enquanto estamos olhando juntos para estas coisas.Conforme afirmamos muitas vezes neste livro, nosso Deus, gratuitamente ofereceu a todo aquele que quiser, a oportunidade de receber Sua própria Vida Eterna. Uma vez que possuímos esta vida, estamos aptos a crescer espiritualmente até chegar ao que Ele é, tornando-nos filhos maduros. Então, sendo assim transformados, somos preparados para entrar em uma união de sagrado matrimônio com nosso Criador. Portanto, a verdadeira mensagem do Evangelho é uma mensagem a respeito do nosso destino. É sobre quem ou o quê podemos nos tornar. É sobre uma mudança de vida radical, de algo terreno para algo sobrenatural e glorioso.Todavia, de alguma forma, sutilmente, estas boas novas foram alteradas. A mensagem que ouvimos tão freqüentemente hoje não é mais sobre o nosso destino, mas sobre uma destinação. O foco de nossa atenção foi desviado do que podemos “nos tornar” para “ir a algum lugar e conseguir algo ou algumas coisas”. Em vez de pregar sobre o que seremos quando morrermos, muitos focalizam “para onde iremos”ou “o quê vamos obter.” Para muitos cristãos hoje, sua esperança está num lugar chamado “céu”. Isto quer dizer que eles estão olhando para uma destinação, um endereço onde viverão para sempre. Este lugar talvez esteja em suas mentes como um tipo de “Disney World” celestial, que oferece muitos tipos de diversões e uma grande variedade de prazeres físicos, terrenos. Eles não apenas pensam que terão plenitude de conforto e diversão, mas também terão uma enorme mansão e um suprimento ilimitado de ouro para gastar naquilo que quiserem.Naturalmente, Jesus estará lá, para o caso de necessitarmos Dele para alguma ajuda. Alguns imaginam que gastarão seu tempo jogando golfe. Para outros, talvez, surfar ou velejar seja a sua esperança. Muitos pensam que o seu passatempo preferido estará à sua disposição para garantir que estejam felizes e não se aborreçam. Para resumir o que muitos acreditam, o “céu” deve ser como um tipo de “terra do prazer” similar ao “paraíso” muçulmano.O problema de tudo isto é que estas coisas não são verdadeiras. Esta é apenas uma idéia imaginária, construída a partir de uns poucos versículos bíblicos erroneamente interpretados. É um conceito humano, terreno, sobre a eternidade, que não é a mensagem de Jesus Cristo. Já que não é verdadeiro, não tem poder espiritual. Não tem autoridade para impactar nossas vidas de um modo real. Não tem influência para ligar os corações dos homens àquilo que eles esperam. Portanto, não pode servir como âncora da alma “que penetra além do véu” (Heb 6:19), o que poderemos ver através dos tempos de tentação e julgamento. Esta mensagem da “terra gloriosa” é simplesmente um sistema de pensamento terreno, da alma, que é impotente para impactar as vidas da raça humana. A pregação desta mensagem não pode salvar almas e “crer nela” não mudará nossas vidas ou atitudes. A razão para isto já foi afirmada: ela simplesmente não é verdadeira. Somente a verdade de Deus tem poder real.Pense sobre isto. Tais confortos materiais, junto com riquezas físicas e prazeres, poderão ser obtidos pelas pessoas nesta Terra, hoje. Muitos neste mundo se consomem hoje por causa destas coisas. Eles querem “ir a algum novo lugar”, diferente e excitante. Querem tirar férias em um ou outro local exótico. A perseguição às “coisas” também é excessiva. Televisores novos e maiores, carros, barcos, roupas e uma variedade infinita de coisas são o motivo pelo qual muitas pessoas deste mundo anseiam e se empenham para conseguir. Veja, destinação, coisas e prazer são coisas a serem perseguidas neste mundo, não no reino de Deus. Se estas são as metas, porque não procurar por elas agora? Se estas coisas são plano de Deus para nós, então porque não procurarmos conseguê-las hoje, nesta vida, de qualquer modo e empregando todos os esforços? Deste modo, podemos ter algumas delas agora e ainda mais, no futuro. Mas os objetivos da vida espiritual são diferentes. Eles não têm nada a ver com o “lugar” para onde deveríamos ir ou com o que podemos conseguir, mas têm tudo a ver com “quem” nós podemos nos tornar. Verdadeiras metas espirituais não são as mesmas deste mundo.Eu me lembro de estar falando para um grande grupo de crentes alguns anos atrás, em um país mais pobre. Tentando esclarecer para eles a verdadeira esperança da glória – as genuínas riquezas espirituais que deveríamos estar perseguindo hoje – eu disse algo assim: “Se possuir uma casa bem grande, três carros na garagem e muito dinheiro para gastar for o céu, então os Estados Unidos são o céu”. Fiquei chocado de ver que a audiência inteira acenava com as cabeças, em concordância. Para elas, de acordo com o evangelho que haviam recebido e no qual criam, os Estados Unidos eram, se não o céu, a coisa mais próxima dele. Queridos irmãos, esta não é a verdadeira mensagem do evangelho. É apenas uma pobre idéia humana do que possa ser a eternidade. Possivelmente, afirmar que nossas recompensas não serão físicas ou sensuais pode espantar alguns de vocês. Pode ser que você tenha “acreditado” nestas coisas durante anos. Não desejo ofender você. Por favor, eu lhe peço, não feche a sua mente, mas vamos juntos nos abrir para Deus, examinar Sua Palavra sem preconceito e vamos ver qual é realmente o plano eterno de Deus.NOSSA VERDADEIRA “MANSÃO”Para começar, parece necessário falar sobre as mansões celestiais que muitos crentes estão esperando receber. Colocando simplesmente, não existe nenhuma mansão. Isso mesmo, no céu não haverá nenhuma mansão, do jeito que pensamos. Eu conheço, tanto quanto você, o versículo em que Jesus diz: “Na casa de Meu Pai há muitas moradas” (ou “mansãoes) (João 14:2). Mas, a idéia que muitas intendem deste versiculo é muito pobre. A Palavra “moradas” aqui que muitas pensam significa “mansões”, não é um tipo de casa física. O Apóstolo Paulo nos explica o que é realmente “habitação”. É o nosso novo corpo glorioso que iremos receber. 2a. Cor 5:1-4 diz : “Sabemos que, se a nossa casa terrestre deste tabernáculo se desfizer, temos da parte de Deus um edifício, casa não feita por mãos, eterna, nos céus. E, por isso, neste tabernáculo gememos, aspirando por ser revestidos da nossa habitação celestial; Se, todavia, formos encontrados vestidos e não nus, Pois, na verdade, os que estamos neste tabernáculo gememos angustiados, não por querermos ser despidos, mas revestidos, para que o mortal seja absorvido pela vida”. Você vê, nossa nova “casa” ou habitação será nosso novo corpo. Não tem nada a ver com um prédio ou uma casa física. Não é uma mansão. O “lugar” que Jesus está preparando para nós é nosso corpo celestial, no qual moraremos durante a eternidade. Este corpo glorificado que receberemos é a única “mansão” que iremos obter. Por favor, note que no verso 1, esta “casa” está “nos céus”, mas no verso 2 diz que, quando a recebermos, ela não está mais “no” céu, mas vem “do” céu.Na eternidade não haverá “casas” separadas para cada um. O moderno conceito cristão de Nova Jerusalém dividida em bairros, edifícios ou apartamentos, é errôneo. Tenho ouvido crentes fazendo cálculos baseados nas medidas da cidade, para descobrir quanto “espaço” caberá a eles. A Nova Jerusalém não é um cubo que possa ser dividido em muitos compartimentos onde vamos viver. Muito embora a altura, a extensão e a largura sejam iguais, ainda assim, não é um cubo. Ao contrário, é uma montanha. Heb 12:22 diz: “Mas tendes chegado ao Monte Sião e à cidade do Deus vivo, a Jerusalém celestial, e a incontáveis hostes de anjos, e à universal assembléia”.Na eternidade, vivendo na nova Terra, não haverá necessidade de um tipo de casa terrestre. Não precisaremos dormir, já que não haverá nenhuma noite, nem fadiga (Ap 21:25). Portanto, quartos não serão necessários. Não precisaremos fazer comida, portanto cozinhas não serão necessárias. Não precisaremos usar o banheiro, conseqüentemente este lugar também será desnecessário. Não haverá necessidade de privacidade, já que tudo será aberto e exposto a todos.Nova Jerusalém será inteiramente “transparente como cristal” (Ap 21:11). Não há nada escondido lá. Não haverá paredes interiores, divisórias ou cantos escuros nos quais se esconder. Também não haverá lugar para “dar uma escapadinha” e fazer algo que você não quer que os outros vejam. Não haverá desejo de ter “alguma privacidade” dos outros ou do próprio Deus. Não haverá nenhuma divisória, nada escondido ou escuro, nenhum grupo especial ou secreto. Se isto não atrai você, talvez você ainda tenha em seu coração áreas de pensamentos e desejos que não foram trazidos à luz de Deus. Talvez você tenha necessidade de mais um trabalho de limpeza do Espírito Santo para trazer tudo o que você é para esta luz. Deste modo e, apenas deste modo, você estará preparado para viver na presença de Deus pela eternidade.Quando Nosso Senhor chegar, toda a resistência, toda a hesitação da nossa parte em termos intimidade com Ele, serão completamente expostas. Todo medo, toda rebelião em nossas almas ou a falta de amor por Ele e somente por Ele, se tornarão totalmente óbvios para nós todos. Hoje nós O vemos somente “através de um espelho, obscuramente” (1ª Cor 13:12). Então o veremos face a face. À luz pura de Sua face tudo será visto exatamente da maneira como é. Quando Ele aparecer, tudo aquilo com que nos decepcionamos conosco, esperando que Deus nós veja corretos, ainda que sentirmos que realmente não somos corretos, será visto da maneira como realmente é. Todas as desculpas que inventamos para não procurá-Lo de todo o nosso coração e fazer a vontade Dele, serão reveladas. Todos os segredos do nosso coração serão manifestos.JESUS ESTÁ VINDO PARA SUA NOIVA.Jesus está vindo para a Sua noiva. Está vindo para aquela com a qual vai se casar. Isto nos fala de uma grande intimidade. Cantares 1:4 diz: “O rei me trouxe para a sua câmara”. Mas que câmara é esta? É o Seu escritório? Poderia ser a sala do Seu trono? Não, é o seu quarto de dormir. Esta figura de linguagem nos fala de uma intimidade sem igual. É o uso de uma linguagem humana para descrever nossa futura união espiritual com Cristo. Lá não haverá segredos. Não haverá nada escondido ou encoberto. Você se lembra do capítulo 1 quando falamos sobre o primeiro casamento, o matrimônio de Adão e Eva? Aqui, neste capítulo profético sobre o futuro “casamento”, a Palavra de Deus diz que “estavam ambos nus e não se envergonhavam” (Gen 2:25). O que isto significa para nós? Isto se refere ao assunto que estamos abordando. Fala de estar completamente sem “cobertura”, isto é, que tudo está inteira-mente aberto, exposto, à luz do dia. Ainda que neste estado de “nudez”, eles não estavam envergonhados. Isto é porque eles não tinham nada a esconder. Todavia, quando eles pecaram, este grande conforto de abertura e transparência desapareceu. Por causa de seu pecado, subitamente eles sentiram um impulso de se cobrir e de se esconder.E você? Você se sentirá confortável com tal intimidade com Deus quando Ele vier? Você se sente feliz de aprender que Ele conhece tudo sobre você –todos os seus atos, pensamentos e palavras? Você está vivendo hoje neste mesmo tipo de transparência e intimidade com Ele? Você confessou tudo? Você trouxe tudo à luz Dele para que Ele pudesse examinar e julgar? Você está diariamente vivendo neste tipo de “nudez” espiritual com Ele? Se não estiver, então você será envergonhado na Sua vinda (1a João 2:28). Você se sentirá embaraçado e irá querer se esconder. Você estará cheio de medo de encontrá-lo sabendo que tudo será exposto. Muitos cristãos insistem que estão esperando ansiosamente pelo dia da volta de Jesus. Eles gritam, cantam e oram pela Sua chegada. Mas, quando o céu se abrir e Ele começar a aparecer, muitas dessas pessoas correrão a procurar um lugar para se esconder. Subitamente se darão conta de sua verdadeira condição interior. O pecado que estiveram escondendo deles mesmos e também dos outros, rapidamente se tornará óbvio. Qualquer “representação” na Igreja ou fingimento de estar num estágio espiritual superior ao que realmente estão, será salientado totalmente à luz de Sua face. Isaias 33:14 diz: “Os pecadores em Sião se assombram, o tremor se apodera dos hipócritas” Estes são aqueles que procurarão um lugar para se esconderem.Não haverá pilhas de ouro ou prata esperando para serem gastos em Nova Jerusalém. Não haverá necessidade de dinheiro. Não haverá lojas nas quais possamos gastar e nem produtos que possamos comprar. Não haverá ninguém tentando usar as necessidades dos outros para se enriquecer. Não haverá ninguém que tenha necessidades ou alguém que esteja ansioso para ter mais que o outro. De fato, não teremos necessidade do que quer que seja. O próprio Deus será tudo o que queremos ou precisamos ter. Lá ninguém precisará ou desejará diversão, passatempo ou prazer sensual. Qualquer dessas diversões só iria nos distrair da presença maravilhosa de Deus.Não estou dizendo que não haverá prazer de qualquer espécie. Na verdade, estou bem certo que estar com Jesus será a experiência mais agradável que alguém possa imaginar. Seguramente, em Sua presença “há plenitude de alegria” e à Sua direita, “prazeres para sempre” (Salmo 16:11). É que estes prazeres serão diferentes. Serão espirituais e não terrestres. As coisas e os prazeres desta Terra, aos quais estamos tão desesperadamente apegados serão nada para nós e, mesmo hoje são nada, em comparação com o que Deus tem para dar. É nosso privilégio hoje ter um “provinha” ou uma pequena amostra destas realidades espirituais. Aqui e agora podemos abandonar nosso apetite por prazeres terrestres, sensuais, e aprender como “saborear” o próprio Deus. Este prazer não é diferente daquilo que conheceremos no futuro, mas uma amostra um pouco limitada da coisa verdadeira.NOSSA GRANDE RECOMPENSA.É certamente verdade que Jesus nos ensinou a armazenar “tesouros” no céu. (Mat 6:20). E também que nossa esperança está preservada para nós no céu” (Cl 1:5). Mas há um outro fato que devemos lembrar com muito cuidado. Jesus afirma claramente que, quando Ele voltar, trará esta “recompensa” com Ele para a Terra. Ele diz: “eis que venho sem demora e meu galardão está comigo.” (Ap 22:12). Nosso “galardão” pode estar no céu agora, mas ele não vai permanecer lá. Será trazido para a Terra no dia da vinda de Jesus Cristo. E qual é esta recompensa? Já que não vai ser ouro e prata ou qualquer outro tipo de riqueza terrena, o que poderia ser? Deus falou Abrão: “Eu sou o teu escudo, o teu grandíssimo galardão” Gen 15:1 RC). para AbraVeja, o próprio Deus é nossa recompensa. Ele, tão somente Ele, será aquele em quem nos deleitaremos. Nossa recompensa não é um lugar de destino, como o céu (ou mesmo uma nova Terra). Não é riqueza como ouro ou prata. É uma Pessoa. É a oportunidade de entrar abertamente e completamente em Sua presença e deleitar-se em tudo aquilo que Ele é. Além disso, como vimos no capítilo 7 sobre o Trono do Julgamento de Cristo, nossa capacidade de usufruir desta recompensa (que poderia ser considerada como “o tamanho” desta recompensa –será governada pela nossa maturidade espiritual.Você se sente desapontado com isto? Parece que você foi iludido sobre o que você tem desejado? Você estava esperando por muitas outras diversões e prazeres? Você já colocou seu coração em uma “mansão” no céu? Então isto é sinal que você ainda não conhece a Deus como deveria. Ainda não teve seus olhos espirituais abertos para poder ver. Você ainda está preso a uma compreensão terrena, humana, da eternidade. Mas deixe-me afirmar isto com toda a ousadia: Deus é tudo! Ele é tudo o que podemos querer ou necessitar. Ele é o Criador de todas as “coisas”que tanto valorizamos. Ele é tão maior que nossos pequenos prazeres terrenos, que os faz parecer ridículos e desprezíveis quando comparados a Ele. Ele é tudo em tudo. Em Sua presença espantosa, intensa, gloriosa, não pensaremos em nada mais e, se o fizermos, será apenas para nos envergonharmos disso. Verdadeiramente o próprio Deus será nossa extraordinariamente grande recompensa. Sem dúvida, quando estivermos com Jesus, haverá muita coisa para fazermos. Entretanto, estas coisas não serão a origem de nosso gozo. Não serão atividades ou lugares que providenciarão nossa satisfação. Não estaremos olhando para elas como fonte de entretenimento ou diversão. Em vez disso, estando plenamente satisfeitos em nosso Deus, também sentiremos alegria em servi-lo e em assisti-lo, fazendo Sua vontade no Universo. Estas atividades não serão a fonte de nossa felicidade, mas o resultado do deleite que temos em Nosso Senhor. Nossa atenção e nossos desejos serão completamente centrados Nele, mais do que em qualquer outra coisa que possamos fazer, qualquer lugar que possamos ir ou em qualquer coisa que Ele possa nos dar. Nosso relacionamento com Ele, nosso “saborear” íntimo de Sua Pessoa, comandará nossa completa afeição. Nada mais poderá ser comparado ou acrescentado à delícia desta indescritível intimidade.MINHA IRMÃ, MINHA ESPOSA.Talvez você se lembre como falamos, no 1º cap., de Adão, junto com Deus, procurando uma companheira adequada. Primeiro eles olharam entre os animais. Examinaram cada um deles para ver se algum atendia às exigências. Nenhum deles servia, porque nenhum deles era da mesma espécie que Adão. Então, depois que Deus fez Eva, Adão acordou e a viu. Ele exclamou: “Esta sim, é osso dos meus ossos e carne da minha carne” (Gen 2:23). Do mesmo modo, Nosso Senhor Jesus está procurando uma noiva. Mas ela também deve ser da mesma espécie que Ele. Ela também deve corresponder a Ele em tudo. Ela deve ser “osso do seu osso e carne da sua carne”, espiritualmente falando. Ela deve ser da Sua própria vida e natureza. Para cumprir Seu propósito, Deus colocou Sua própria vida à disposição do homem. Quando recebemos esta vida, entramos na família de Deus. Tornamo-nos um novo tipo de criatura eterna, um filho do Altíssimo. Quando Jesus Cristo veio à Terra, Ele era o “Único filho gerado” de Deus (João 3:16). Isto quer dizer que Ele era a única “criança” que Deus produziu. Mais tarde, todavia, isto mudou. O Pai agora gerou muitos filhos. Hoje, Jesus Cristo não é mais chamado de “unigênito”, mas de “primogênito” entre muitos irmãos (Rom 8:29).Muitos cristãos novos e até mesmo descrentes perguntam “com quem os filhos de Adão e Eva se casaram?” Indubitavelmente, a resposta deve ser que eles se casaram com suas irmãs. Não havia outra escolha disponível. Não havia outras pessoas com quem pudessem se unir. Já que naqueles dias as pessoas viviam centenas de anos, houve um tempo amplo para que Adão e Eva pudessem ter muitos e muitos descendentes. Interessante que Jesus também irá se casar com sua “irmã”, espiritualmente falando. Ele chama Sua noiva em Cantares (4:9,10,12) de “minha irmã, minha esposa”. Ela tem o mesmo pai. Ela é da mesma família de Deus. Ela compartilha com Ele a mesma vida eterna. Ele deve se casar com Sua “irmã”, pois não há outra escolha. Não há outros seres eternos disponíveis para gerar filhos dentre os quais Ele possa escolher uma noiva.Não apenas a noiva de Cristo precisa ter o mesmo tipo de vida, mas ela também deve possuir a mesma natureza. Ela também deve ser santa. Ela também deve ser pura e sem pecado. As Escrituras nos dizem que Jesus vai apresentar Sua noiva como “uma igreja gloriosa, sem mancha num ruga ou coisa semelhante, mas santa e inculpável” (Ef 5:27). O perdão de Deus abre o caminho para que possamos receber a vida de Deus. E a vida de Deus é o meio pelo qual podemos ser transformados na natureza de Deus. Nós podemos e, na verdade, devemos “nos tornar participantes da natureza divina, tendo deixado para trás a corrupção ( 2ª Pedro 1:4). Esta santa natureza é também um requisito para o matrimônio. Interiormente devemos ser como Cristo. Se não somos como Ele, como podemos nos unir com Ele em uma união íntima? A Bíblia diz: “E a si mesmo se purifica todo o que Nele tem esta esperança, assim como Ele é puro” (1ª João 3:3).Para que possa haver um matrimônio entre o Cordeiro e a Sua noiva, ela precisa ter a mesma vida e a mesma natureza. Mas há ainda um outro requisito: ela deve ter o mesmo tipo de corpo. Isto também foi providenciado por Nosso Senhor. Algum dia, quando Ele voltar para nós, seremos glorificados. Isto significa que nossos corpos serão glorificados para ser semelhantes ao Dele. Por favor, preste bastante atenção a este fato. Biblicamente falando, “glória” não é um lugar. É um estado de ser. Não é um lugar para onde possamos ir, mas uma condição para a qual seremos trasladados. Os cristãos não devem pensar em ir para a “terra da glória” ou “céu”, mas em ser glorificados. Esta é a nossa esperança. Nossa esperança não é “para onde iremos” mas “em quê” nos transformaremos. Não é a esperança de ir a “algum lugar” mas de se transformar em “algo” glorioso. Col 3:4 diz: “Quando Cristo, que é a nossa vida, aparecer, então nós também apareceremos com Ele, em glória”.Se quisermos saber como será este corpo, precisamos apenas olhar para a primeira parte do livro de Apocalipse. Lá nós vemos como Jesus aparece “em glória”- em Seu estado glorificado. “Sua cabeça e Seus cabelos eram brancos como a lã, tão brancos como a neve e Seus olhos como chama de fogo. Seus pés eram como fino bronze, como se refinado na fornalha e Sua voz como o som das muitas águas... Sua aparência era como do sol brilhando ao meio dia” (Ap 1: 14-16). Esta figura terrível, abrasadora e brilhante, é Nosso Senhor em glória. É Jesus em Seu corpo glorificado. Este espetáculo foi tão intenso que nosso irmão João “caí aos seus pés como morto” quando O viu (Ap 1:17). Isto, irmãos, é a verdadeira glória! Isto também é a nossa esperança que seremos glorificados para ser como Ele. 1ª João 3:2 diz: “quando Ele for revelado, seremos como Ele, pois O veremos como Ele é”. Nossos corpos serão transformados num instante, “num piscar de olhos (1ª Cor 15:52) para serem exatamente como Ele é. As Escrituras nos ensinam que “aqueles que forem sábios, pois, resplandecerão como o fulgor do firmamento; e os que a muitos conduzirem à justiça, como as estrelas, sempre e eternamente.” (Daniel 12:3) Tambem lemos que, “of justos brilharão como o sol no reino de seu Pai” (Mt 13:43).Interessante que este novo corpo “está em construção” neste exato momento. Ele está “preparando” este lugar para nós. Possivelmente isto deve ter relação com nosso crescimento espiritual. É provável que, quanto mais amadurecemos espiritualmente, mais glorioso nosso corpo espiritual se torna. Então, quando Jesus aparecer, nosso novo corpo, glorificado, aparecerá em exata harmonia com o que somos interiormente.A ESPERANÇA DA GLÓRIAEsta, queridos amigos, é a nossa esperança. É a esperança da glória. Não é a esperança de uma destinação, mas do nosso destino. Não é a esperança de onde iremos ou do que podemos conseguir, mas de nos tornarmos tudo o que Cristo é. Como precisamos da revelação desta verdade! Como necessitamos de “olhar para a Sua glória” (João 1:14), como os antigos discípulos fizeram! Sem a revelação da glória de Jesus, não temos esperança. Se pensamos apenas em recompensas físicas tais como lugares ou coisas, estamos destituídos de qualquer verdadeira revelação que tem poder mudar nossas vidas. Mas, uma vez que vimos o que é ser glorificado, uma vez que tivemos uma amostra da glória que há de vir, então, certamente “rejeitaremos todo o peso e todo o pecado que tenazmente nos assedia, correndo, com perseverança, a carreira que nos foi proposta”. (Heb 12:1) Quando tivermos visto “a glória”, nada mais importará. Quando pudermos ver o que realmente está sendo oferecido a nós, tudo o mais empalidecerá, não resistindo à comparação.A esperança bíblica é “a esperança da glória de Deus” (Rom 5:2). Esta esperança é resultado de revelação. Quando Deus revela Sua glória a nós, então, e só então, saberemos para o que devemos olhar. É então que entendemos o que é “a esperança do nosso chamamento” (Ef 1:18). É então que temos compreensão espiritual. Esta revelação da glória de Deus, a qual é para ser herdada por nós, serve como uma “âncora” para as nossas almas. É uma revelação que cativa nossas mentes e corações de maneira tal que nada mais pode parecer melhor. Qualquer custo que deva ser pago para que se alcance esta meta, é mais do que válido. Paulo diz que: “conto os sofrimentos deste tempo presente como nada sendo, comparado à glória que será revelada em nós. (Rom 8:18) No capítulo anterior, falamos sobre quem Jesus Cristo realmente é. Ele é o Filho encarnado. Ele é a imagem do Deus invisível. Ele é o instrumento através do qual o Pai se revela ao Universo – o “brilho de Sua glória e a imagem expressa de Sua Pessoa” (Hb 1:3). Mas aqui, na Palavra de Deus, lemos sobre uma esperança gloriosa, ainda mais inacreditável. A Bíblia diz que nós podemos ser transformados a esta mesma imagem. 2ª Cor 3:18 diz: “Mas todos nós, com o rosto desvendado, contemplando como por espelho, a glória do Senhor, somos transformados, de glória em glória, na Sua própria imagem, como pelo Senhor, o Espírito”. Que incrível! Quão inimaginavelmente maravilhoso! Nós, pequenos e insignificantes seres humanos, podemos ser transformados à mesma imagem – a imagem do Deus invisível. Podemos não apenas contemplar a Sua glória hoje, mas através desta contemplação, podemos ser transformados naquilo que vemos. De um degrau da glória a outro degrau de glória, podemos ser transformados naquilo que Ele é. Isto é realmente esperança. Isto é algo em que devemos fixar firmemente a nossa esperança. Isto é algo que vale mais do que qualquer coisa no Universo. Isto é algo que é válido, fazendo qualquer coisa necessária para adquirir. Vale a pena renunciar a tudo, negar a nós mesmos tudo o mais, até mesmo renunciar às nossas próprias vidas para obter. Que contraste é isso em relação às pobres e miseráveis idéias humanas sobre como será a “nossa mansão no ceu” ou desejos por prazeres e diversões terrenos.Em João 17:21 temos uma narração de Jesus orando ao Pai. Ele não está orando por Si mesmo, mas por nós. Esta prece é incrível. Ele afirma que “a glória que Tu me deste, eu a dei a eles”. E, com que propósito Ele nos está dando a Sua própria glória? É para que “sejamos um, assim como Tu, Pai, estás em mim e eu em Ti; para que sejam um em nós”. Por muitos anos eu acreditei que Jesus estava orando pela unidade entre os cristãos. Hoje tenho um ponto de vista muito diferente. Agora eu vejo que Ele está orando para que nós participemos da união que Ele tem com o Seu Pai. O desejo de Seu coração é que nos tornemos “um” com Ele, assim como Ele é um com o Pai. Ele está pedindo para que ocorra uma gloriosa união espiritual entre Ele mesmo e aqueles que O amam e O seguem. Esta união, esta intimidade, é tão incrível, tão grandiosa, que é difícil imaginar que possa ser verdadeira. Ele está abrindo um caminho para nós compartilharmos a união e a comunhão que Ele tem com o Pai. O Pai Nele e Ele em nós, para que esta incrível união santa entre o Pai, o Filho e a Noiva, possa ser perfeita.TUDO AQUILO QUE ELE ÉDeus é infinito. Ele é eterno. Sua criatividade é ilimitada. Seu poder é sem fronteiras. Sua beleza é insuperável e sua glória assombrosamente brilhante. Nosso Rei é totalmente gentil, generoso, amoroso, justo e bondoso. Ele é quem fez tudo o que existe e que ainda faz tudo novo uma outra vez (Ap 21:5). Não há outro ser no Universo que se compare em poder e glória mesmo com a menor porção de tudo aquilo que Ele é. A Palavra de Deus nos ensina todas essas coisas. Ainda, na Bíblia, podemos também descobrir o que é chamado de “boas novas”. Há um fato tão bom que é quase inacreditável, embora seja verdadeiro. É que Deus não conserva tudo só para Si. Ele tem em Seu coração um profundo desejo de compartilhar tudo isso com os homens. Ele tem convidado aqueles que têm o desejo de se submeter completamente a Ele, para vir e participar de tudo aquilo que Ele é. O plano de Deus é que nós, meros seres humanos, possamos entrar e participar de toda a glória, natureza e autoridade divinas. Podemos até mesmo “sentar” com Ele em “Seu trono” (Ap 3:21). Isto não é dizer que podemos sentar um pouco em Seu colo. Isto significa participar do governo do Universo juntamente com Deus.Assim como uma noiva, depois de casada, pode compartilhar tudo com o seu marido, assim também nós somos convidados a participar de tudo o que Deus tem e do que Ele é. Uma esposa compartilha a casa com seu marido. Ela tem acesso aos seus recursos financeiros. Ela participa de seu status social. Em um casamento adequado, por ser submissa a ele, ela tem acesso, não apenas a tudo o que ele tem, mas também a tudo o que ele é. Assim também, fomos chamados para ser a noiva de Cristo. Deus graciosamente abre o caminho para nos tornarmos participantes com Ele, de Sua glória e de Seu reino.Oh, como precisamos de uma visão espiritual! Como precisamos ter nossos “olhos” espirituais abertos para vermos qual pode ser nosso futuro! Precisamos olhar para o alvo. Necessitamos desesperadamente compreender aquilo em que estamos pretendendo entrar. Paulo, orando pelos cristãos de seu tempo e até para nos tambem, pede: “O Deus de Nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai da glória, possa dar a vocês o espírito de sabedoria e de revelação no conhecimento Dele, os olhos de sua compreensão sendo iluminados, para que possam saber o que é a esperança do seu chamamento, quais são as riquezas da glória de sua herança nos santos” (Ef 1:17,18). Que riquezas! Que glória pode ser a nossa herança! Se pudéssemos ver apenas uma pequena parte desta realidade espiritual, iríamos renunciar a tudo o mais e correr desimpedidos atrás Dele.Irmãos e irmãs, podemos ser a noiva de Cristo! Podemos ser transformados para ser como Ele, para que possamos entrar em uma união de matrimônio com Ele! De um degrau de glória a outro degrau de glória, temos a incomparável possibilidade de entrar nesta terra boa e tomar posse dela. Podemos nos tornar “osso de seus ossos” e “carne de sua carne”- espírito de Seu Espírito, vida de Sua vida, natureza de Sua natureza divina. Podemos e iremos nos tornar exatamente como Ele é. “Mas sabemos que, quando Ele for revelado, seremos como Ele, pois O veremos como Ele é. E todos os que têm esta esperança em si mesmo e se purificam, assim como Ele é puro” (1A João 3:2,3).E você? Você está tendo um tira-gosto desta experiência hoje? Jesus é o foco de sua atenção e a sua delícia ou você está procurando prazeres e experiências terrenas? O seu coração, a sua alma, a sua mente e a sua força estão inteiramente devotados a viver em intimidade amorosa com Jesus? Talvez fosse bom para todos nós fazer uma pausa aqui e contemplar estas coisas. Conforme estivemos vendo, nosso relacionamento com Deus é o fator mais importante em nossas vidas. Nosso relacionamento de amor com Ele é o que nos trará para a maturidade espiritual que necessitamos para obter todas as “recompensas” espirituais que estão por vir. Comparado a isto, tudo o mais é apenas uma sombra vazia. Hoje é o dia para se arrepender se você não está vivendo completamente para Ele. Hoje é o tempo para ouvir Sua voz e retornar ao primeiro amor. Depois que Jesus voltar não haverá outra oportunidade. Não haverá uma segunda chance. Deus está nos chamando. Ele está estendendo Sua misericórdia e graça hoje para todo aquele que responder. Ninguém é fraco demais. Ninguém é incapaz. Seu poder está disponível a todos que quiserem ouvir a Sua voz e entregar-se completamente a Ele. Hoje é o dia da salvação. O convite tem sido feito. “O Espírito e a noiva dizem: “vem”. E, aquele que ouve, diz: “vem!” E deixe aquele que tem sede vir beber. E aquele que desejar, deixe-o beber livremente da água da vida” (Ap 22:17). Esta é uma oferta maravilhosa de Deus. Se a negligenciarmos, seremos os maiores tolos do mundo.Na Nova Jerusalém não haverá necessidade de nenhuma luz. O Deus invisível está lá, iluminando tudo com Sua glória. Esta luz é mantida e exibida pela “lâmpada” ou “candeia” que é o Cordeiro de Deus (Ap 21:23). A cidade santa, então, funciona como uma grande exibição do caráter de Deus e de suas obras, através das quais a sua luz se irradia. Todos os crentes transformados, simbolizados pelas muitas pedras preciosas que constituem o “muro” da cidade, terão se tornado uma espécie de ”exibição” ao Universo. O caráter multifacetado de Deus será visto através da personalidade individual. As obras maravilhosas que Deus fez nas vidas de todos os homens “tornados perfeitos” (Hb 12:23) estará disponível para todos verem. O amor insondável, a misericórdia e a graça de Deus serão exibidos. A Bíblia nos ensina que “a mulher é a glória do homem”.(1a Cor 11:7) Portanto, esta gloriosa “mulher”, a noiva de Cristo, servirá como uma ampla e celestial expressão de tudo aquilo que Jesus Cristo é e tem sido para aqueles que são uma parte dela. Na verdade, “Ele vier para ser glorificado em seus santos e admirado em todos aqueles que creram”. (2a Tess 1:10 NVI)Um dia haverá um glorioso casamento celestial. Você estará lá? Você estará pronto para tomar parte nele? Os sábios de coração irão preparar-se. Pagarão qualquer preço para conseguir isto. Eles estarão lá quando “a voz de uma grande magnitude, como o som de muitas águas e como o som de poderosos trovões” anunciar que “o casamento do Cordeiro vai começar e a Sua esposa encontra-se preparada” (Ap 19:6,7).

A Igreja, o Templo de Deus

”Deus é espírito; e importa que os seus adoradores o adorem em espírito e em verdade.”
João 4:24

“Porque, onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, ali estou no meio deles.”
Mateus 18:20

“o Altíssimo não habita em casas feitas por mãos humanas; como diz o profeta:
O céu é o meu trono, e a terra, o estrado dos meus pés; que casa me edificareis, diz o Senhor, ou qual é o lugar do meu repouso?”
Atos 7:48-49

”Conheço a tua tribulação, a tua pobreza (mas tu és rico) e a blasfêmia dos que a si mesmos se declaram judeus e não são, sendo, antes, sinagoga de Satanás.”
Apocalipse 2:9

[Há muitas diferenças essenciais entre o judaísmo e a Igreja. Aqui quero mencionar quatro pontos para os quais devemos dar especial atenção: primeiro, o templo; segundo, a lei; terceiro, os sacerdotes; e quarto, as promessas. Os judeus edificaram nesta terra um templo esplêndido de pedras e ouro, como o lugar de adoração. Como padrão de comportamento eles tinham os Dez Mandamentos e muitos outros regulamentos. Para cuidar dos assuntos espirituais eles tinham o ofício dos sacerdotes, um grupo de pessoas especiais. E finalmente, eles também tinham as bênçãos pelas quais podiam prosperar nesta terra. O que eles possuem é um templo material, regulamentos de letras, sacerdotes mediadores, e gozo nesta terra.
Quando os judeus entraram na terra de Canaã, eles construíram o templo. Se sou um judeu e desejo servir a Deus, devo ir ao templo. Se sinto que pequei e preciso oferecer um sacrifício, devo ir ao templo para oferecer o sacrifício. Se sinto que Deus me tem abençoado e quero agradecer, devo ir ao templo para agradecer. Todas as vezes devo tomar esse caminho. Posso adorar a Deus somente quando vou ao templo. Este é chamado lugar de adoração. Os judeus são adoradores, e o templo é o lugar onde eles adoram. Os adoradores e o lugar de adoração são duas coisas diferentes. Mas é assim no Novo Testamento? A característica especial da igreja é que não há lugar e nem templo, pois nós, o povo, somos o templo.
Efésios 2:21-22 dizem: “No qual todo edifício, bem ajustado, cresce para santuário dedicado ao Senhor, no qual também vós juntamente estais sendo edificados para habitação de Deus no Espírito.” Você vê? A característica especial da igreja é que o seu corpo é a habitação de Deus. Individualmente falando, cada um de nós é o templo de Deus. Coletivamente falando, Deus nos edifica e adequadamente nos ajusta juntos para tornar-nos Sua habitação. Não há lugar de adoração na igreja; o lugar de adoração é o adorador. Carregamos lugar de adoração aonde quer que vamos. Isto é fundamentalmente diferente do judaísmo. O templo no judaísmo é um templo material; o templo na igreja é um templo espiritual.]
(Extraído do livro “A Ortodoxia da Igreja”, de Watchman Nee)

sexta-feira, 17 de julho de 2009

O Reino de Deus

No mundo de hoje fica difícil uma resposta para os cristãos proclamarem o Reino de Deus? “Vejamos o que diz o Senhor: “O REINO DE DEUS É DOS QUE SÃO COMPARADOS COMO CRIANÇAS...” “ NEM TODO AQUELE QUE DIZ SENHOR SENHOR ENTRARÁ NO REINO DOS CÉUS...” “ AQUELES QUE SÃO OS PRIMEIROS SERÃO OS ÚLTIMOS E OS ÚLTIMOS SERÃO OS PRIMEIROS” “ O REINO DE DEUS ESTÁ NO MEIO DE VÓS...” “ NÃO VÓS PREOCUPAIS COM O QUE HAVEIS DE BEBER OU COMER, AS GENTES DO MUNDO QUE SE PREOCUPAM COM ESSAS COISAS; BUSCAI O REINO DE DEUS E TUDO VOS SERÁ ACRESCENTADO...” ( Lucas 12: 29 – 31) .
Devemos crer e depositar toda a nossa confiança no Senhor. Proclamando a sua palavra de amor e paz, vivendo uma vida de comunhão entre os filhos de Deus, amando e, servindo aqueles que o Senhor ama. Expressando ao mundo esse amor do Pai, para que o mundo creia que JESUS vive e é o SENHOR.
Deixemos de lado o desânimo, a vida de altos e baixos, sem graça derrotada. Pois somos filhos do Deus Altíssimo. Que possamos dizer como o Apostolo Paulo. “ A tua graça me basta.” Peça ao Senhor para enchê-lo do seu Espírito Santo, ouça a voz do Espírito de Deus, deixe o Espírito o conduzir. ( Hebreus 3. 12- 22 ).
Luiz Ernani

terça-feira, 7 de julho de 2009

La bandera de Chile

Se aproximan los días de fiestas patrias, días de regocijo nacional, de actos patrióticos en las escuelas, de entusiastas desfiles y de la gran parada militar. Siempre al frente va la bandera, hermoso como el país al que representa. Sus tres colores, rojo, azul y blanco, nos repiten incesantes la historia del pasado y de las glorias de la naturaleza que Chile posee; blancas montañas y un cielo que por su belleza es la admiración de todos cuanto lo visitan.

Flameando orgullosa en alto mástil o colgada sencillamente en las ventanas de las casas, nos despierta sentimientos de profundo respeto y cariño. ¡Qué acertado fue el pensamiento del que la diseñó!

El color rojo mantiene vivo el recuerdo de los ilustres ciudadanos cuyo amor a la libertad les inspiró a luchar hasta la muerte por legar a sus futuros compatriotas el derecho de gobernarse a sí mismos y no vivir bajo un yugo esclavizante. El azul habla de la pureza del cielo que se extiende sobre tan largo país, y él brilla la estrella, emblema de la República en su calidad de unitaria. Finalmente el color blanco refleja la majestuosidad de la nevada cordillera.

Quizás muchos niños y jóvenes no hayan pensado en la bandera de Chile nos presenta también un mensaje de salvación. El azul nos hace pensar en el cielo adonde todos deseamos llegar, el cielo desde donde Jesús bajó para ser nuestro Salvador. "Yo he descendido del cielo," dijo Él, y poco antes de volver allá, añadió: "Yo soy el camino, y la verdad, y la vida; nadie viene al Padre sino por mí."

¡De cuántos campos de batalla no pensamos cuando nuestra mirada se detiene en el color rojo! Conserva perennemente el recuerdo de los sacrificios que hicieron los libertadores de la Patria; de José Miguel Carrera, primer actor de la revolución chilena; de Manuel Rodríguez, astuto guerrillero quien adoptando curiosos disfraces logró burlar la vigilancia de las tropas realistas para sonsacar informaciones y organizar montoneras; de Bernardo O'Higgins, el intrépido defensor de Rancagua y vencedor en Chacabuco; y una larga lista de soldados valientes cuyos nombres la historia ignora.

Pero más que nada el color rojo nos recuerda la muerte de Jesús y la sangre que Él derramó cuando dio su vida por nosotros en la cruz. Nos recuerda como Él, solo, sin tener quien le acompañara, soportó las burlas y los azotes, y después llevó en sus propios hombros la cruz en la que debía ser enclavado.

Trae siempre a nuestra mente las palabras de la Biblia donde dice: La sangre de Jesucristo nos limpia de todo pecado. De las nieves cordilleranas nos habla el color blanco. Siempre que veamos la bandera, ya en el colegio, ya en algún retén de carabineros, o en algún edificio público, fijémonos bien en la franja blanca. A través de ella Dios nos habla, diciendo: "Venid luego, y estemos a cuenta; si vuestros pecados fueren como la grana, como la nieve serán emblanquecidos."

La estrella nos lleva al último capítulo de la Biblia donde Jesús dice a los suyos: "¡He aquí, vengo pronto! Yo soy la estrella resplandeciente de la mañana." Así como la bandera tiene una sola estrella, el verdadero creyente tiene una sola esperanza que es la esperanza muy segura que Jesús viene otra vez. ¿Acaso ustedes lo esperan para irse con Él? A todos los que confían en Él, Jesús les hace la promesa siguiente: "Vendré otra vez, y os tomaré a mí mismo, para que donde Yo estoy, vosotros también estéis."

Venid luego, dice Jehová, y estemos a cuenta: si vuestros pecados fueren como la grana, como la nieve serán emblanquecidos. Isaías 1:18

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domingo, 21 de junho de 2009

A Importância de Fortalecer o Homem Interior

A escala ascendente
"Por esta causa dobro os meus joelhos perante o Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, de quem toma o nome toda a família nos céus e na terra, para que lhes dê, conforme às riquezas da sua glória, o ser fortalecidos com poder no homem interior por seu Espírito; para que Cristo habite pela fé em vossos corações, a fim de que, arraigados e fundados em amor, sejais plenamente capazes de compreender com todos os santos qual seja a largura, o comprimento, a profundidade e a altura, e de conhecer o amor de Cristo, que excede a todo conhecimento, para que sejais cheios de toda a plenitude de Deus. E Aquele que é poderoso para fazer todas as coisas muito mais abundantemente do que pedimos ou entendemos, segundo o poder que opera em nós, a ele seja a glória na igreja em Cristo Jesus por todas as gerações, pelos séculos dos séculos. Amém" (Efésios 3:14-23).No texto acima vemos uma progressão, uma grande escada onde o degrau posterior descansa no anterior e este por sua vez em seu anterior. A edificação da casa de Deus, com todos os santos, para a plenitude de Cristo, que é o último degrau, tem etapas ou degraus anteriores que são necessários para que se possa alcançar aquele último. A Palavra de Deus nos diz (Gênesis 28) que Jacó em Betel viu uma escada; aqui veremos alguns degraus dessa escada.Paulo começa dizendo: "Por esta causa". Paulo viu primeiro um pouco de Deus, e a causa de Deus, porque o que nos dizem os capítulos 1 ao 3 de Efésios é o propósito eterno de Deus, a identidade da Igreja e o lugar da Igreja nesse santo propósito. Essa é a causa pela qual a intercessão de Paulo se empenhou. Primeiro viu o propósito de Deus; viu o significado da Igreja para Deus e o lugar da Igreja no propósito de Deus. Mas nós podemos cair na tentação de ficar somente com a conversação a respeito de uma visão mística da Igreja. O Senhor não quer que nós somente conversemos a respeito dessa formosa e mística visão do que para Ele é a Igreja na Palavra de Deus, mas sim Deus realmente quer ter à Igreja como esposa para si, como Corpo para o Seu Filho, como veículo para o Seu Espírito, como morada para a Sua plenitude.

Primeiro degrau: Vida em Cristo

Isso requer um trabalho muito íntimo de Deus, primeiro com cada um de nós pessoalmente; quer dizer, para que Deus tenha a Igreja que Ele quer realmente, Ele tem que trabalhar a sério, sem toscanejar; verdadeiramente tomar em Suas mãos e fazer uma obra verdadeira. Quando a obra do Senhor é verdadeira, sentimos; às vezes doe; nem sempre há dor, mas é uma douradura verdadeira, porque Deus realmente está dourando, realmente está transformando, e isso significa que Deus se mete conosco inequivocamente, com todas as nossas coisas; em qualquer área da nossa vida, aquela que menos imaginamos, chega o momento em que Deus põe o dedo ali e diz: Isto eu vou tratar agora usando este método que só eu sei que é apropriado. Até aqui tratei outras coisas, mas chegou o tempo para esta parte.Vemos que essa edificação que Deus realiza de sua morada para a sua plenitude, se faz de uma maneira muito prática com um tratamento muito verdadeiro em cada um de nós, primeiro como indivíduo, mas o tratamento de Deus em cada indivíduo, passa depois a ser um tratamento sobre nós como Igreja.

Segundo degrau:

ser fortalecidos no homem interiorDeus trabalha com cada indivíduo, com os redimidos, tratando a cada um como um caso especial. Em seguida o Senhor trata com as inter-relações dos indivíduos, como Igreja. Ele faz um trabalho com cada um pessoalmente para poder fazer um trabalho com a Igreja coletivamente. Acontece que às vezes não deixemos Deus trabalhar em nossas vidas no individual, e isso impede que avance o trabalho coletivo do Senhor com a Igreja. Isso nos ensina que o trabalho essencial do Senhor é em nossas vidas, para em seguida trabalhar verdadeiramente com a Igreja. O verso 16 diz: "...para que lhes dê, conforme às riquezas da sua glória, o ser fortalecidos com poder no homem interior pelo seu Espírito". Aqui encontramos o primeiro alvo nesta escada. Paulo está orando para que alcancemos um primeiro alvo; nossa intercessão deve ser compreendida no espírito sobre a intercessão de Paulo; e Deus queira que esta chegue a ser a nossa intercessão. É de temer que em muitos dos nossos casos, poucas vezes tenhamos intercedido por esta causa. O ser fortalecido com poder no homem interior pelo Espírito de Deus é o primeiro objetivo pelo qual devemos nos comprometer para orar uns pelos outros, para orar por cada um dos nossos irmãos.Se este primeiro passo não for dado, se não formos fortalecidos com poder em nosso espírito, podemos falar muito, podemos ter uma visão, mas não vamos ter a realidade dessa visão, porque a realidade dessa visão se dá com o fortalecimento do homem interior. Alguém pode saber o que deve ser feito, pode conhecer os ideais, mas se não formos fortalecidos com poder no homem interior, não podemos pôr em prática os ideais que temos. Por isso, a primeira necessidade é a vida, o fortalecimento do homem interior. O apóstolo João em sua primeira epístola no capítulo 5:16 diz:"Se alguém vir seu irmão cometer pecado que não seja de morte, pedirá, e Deus lhe dará vida; isto é para os que cometem pecado que não seja de morte. Há pecado de morte, pelo qual eu digo que não ore".Se alguém vir o seu irmão cometer pecado que não seja de morte -quer dizer, que Deus não tenha tido que decidir a sua morte-, pedirá a Deus e Deus lhe dará vida; isso significa que os crentes pecam porque temos um fluir de vida um pouco restringido; embora tenhamos a vida do Senhor em nosso espírito, a sua circulação através do resto do nosso ser é muito fraco ainda; não é fortalecida, e porque é fraco somos capazes de fazer coisas que ofendem a Deus e a outras pessoas; não somos o suficientemente consagrados. E a que se deve a isso? Que estamos limitados no fluir da vida. Quando a Palavra diz que se alguém vir o seu irmão cometer pecado -aí está a intercessão- que não seja de morte, pedirá a Deus para que Ele lhe dê vida, e Deus lhe dará vida. Em Efésios 2 diz que Deus, quando estávamos mortos em delitos e pecados, deu-nos vida juntamente com Cristo. A primeira necessidade que temos na nova criação é a vida. A vida é o começo, e quando diz: "ser fortalecidos com poder no homem interior", é uma questão de vida. Quase sempre somos levados a criticar, a julgar, a sentenciar, mas ninguém vai se levantar ou ser ajudado com essa atitude; somente pedindo vida. Essa é a primeira necessidade que cada um como pessoa necessita, ser fortalecido em seu homem interior.

Terceiro degrau:

que habite Cristo em nosso coraçãoUma vez alcançado o objetivo anterior se torna um requisito para um segundo objetivo mais avançado que é o que aparece a seguir, de que devemos ser fortalecidos no homem interior. Lemos a seguir (verso 17): "...para que habite Cristo pela fé em vossos corações". Recapitulando, temos que interceder; dobro os meus joelhos perante o Pai por esta causa, porque conheço o que Deus quer, porque vejo o que a Igreja é para Deus, vejo o lugar da Igreja nesse propósito, e para que esse propósito comece a cumprir-se, necessitamos primeiro de vida, e em seguida ser fortalecidos em vida no homem interior. Isso é o principal. Não atividades religiosas; não posturas que alguém está acostumado a ter, mas vida; realmente o necessário é a vida, o poder do homem interior. A Palavra ali nos diz que esse ser fortalecido no homem interior, é "para que habite Cristo pela fé em vossos corações". Realmente a vida do Senhor, o fortalecimento do homem interior deve fluir do interior para o exterior.O Senhor Jesus identificou o homem interior como o nosso espírito. O Senhor Jesus diz em João 7:38: "que crê em mim, como diz a Escritura, do seu interior correrão rios de água viva".E logo no verso seguinte explica João pelo Espírito Santo: "Isto disse do Espírito que haviam de receber os que nele cressem; pois ainda não tinha vindo o Espírito Santo, porque Jesus ainda não tinha sido glorificado". Isso nos confirma que há um fluir como rios do Espírito do interior. Quando a Escritura diz "do seu interior", essa palavra no idioma grego é ek, de onde temos essas raízes em castelhano: êxodo, exterior, externo; ek significa sair, de dentro para fora; se trata de uma preposição grega que na gramática se desenha como uma espécie de círculo e uma flecha saindo, para dar idéia do significado da preposição: sair de. Notemos com atenção que ao dizer desde o seu espírito, significa que a vida do Senhor passa do espírito humano para a alma.Por isso diz à Igreja -não está falando com incrédulos, fala à Igreja, que já tem o Senhor em seu espírito-: "para que habite", como se não habitasse. Mas não diz em seu espírito mas sim "em seus corações". Temos que entender o que significa coração na Bíblia, porque quando Paulo diz a Igreja que sejam fortalecidos no homem interior para que Cristo habite em vossos corações, se pensarmos que já o recebemos no coração, então, como poderia dizer para que habite no coração dos santos? Se já são santos para que receber a Cristo no coração? Temos que entender o que quer dizer "o coração" na Bíblia. Devemos entender o que é esse habitar de Cristo no coração por meio do fortalecimento do homem interior, por meio do fluir do Espírito de Deus, pelo espírito do homem para a alma do homem; já que na Bíblia diz que o coração é a alma mais a consciência doespírito. Na Bíblia mostra que o nosso espírito é a parte mais íntima do nosso ser, ou seja, o Lugar Santíssimo do templo de Deus. O espírito tem três funções principais: a da consciência, como diz a Palavra, "um coração limpo..., um espírito reto dentro de mim..., ao coração contrito e humilhado tu não desprezarás". A contrição é uma questão da consciência; assim que a consciência do homem está relacionada com o seu espírito; a consciência é uma função do espírito. Diz a Palavra: "E minha consciência me dá testemunho no Espírito Santo". É com o nosso espírito que recebemos as certezas que nos dá o Espírito de Deus. Diz em Romanos 8:16 que: "O Espírito mesmo dá testemunho ao nosso espírito, de que somos filhos de Deus". As outras funções do espírito humano são a intuição e a comunhão com Deus.A alma tem funções diferentes as do espírito, como a da mente. Há um versículo que diz: "A minha alma sabe muito bem...; de modo que quem sabe as coisas, as coisas do saber, de pensar, de raciocinar, essas funções mentais correspondem a alma. Mas também toda a gama de emoções correspondem a alma. Na Bíblia a alma é a que se alegra, a que se entristece, a que se zanga, a que tem vontade; e a vontade é também da alma. Agora ao conhecer as funções da alma e as da consciência do espírito, e vemos o que é que faz o coração, descobrimos que o coração é a relação da alma com a consciência do espírito, porque a Palavra diz que do coração emana a vida.A vida vem do Espírito de Deus ao nosso espírito, mas não vem para ficar quieta mas para fluir, para emanar do espírito para a alma; do mais íntimo do nosso ser, da intuição e percepção e da comunhão que experimentamos quando estamos na presença de Deus, e experimentamos no espírito o fluir da vida. Daí tem que emanar; do (ek) seu interior correrão; esse emanar é para o exterior do nosso ser. Quando no Antigo Testamento Deus simbolizava a casa de Deus com o templo, do Lugar Santíssimo, debaixo do trono, fluía o rio de vida, mas o rio de vida saía do Lugar Santíssimo, passava para o lugar santo, em seguida passava para o átrio, e por último saía até as nações e até o mar; de debaixo do trono de Deus no Lugar Santíssimo fluía o rio para fora. Aquilo era a tipologia, mas hoje é a realidade.O rio de Deus é o Espírito e a casa de Deus somos nós; o Lugar Santíssimo é o nosso espírito, o Lugar Santo é a nossa alma e o átrio é o nosso corpo. Isso nos ensina que o plano de Deus é que a vida de Deus, que se manifestou em Jesus Cristo e que nos é ministrada pelo Espírito Santo, chegou primeiro ao nosso espírito e dali deve correr para a nossa alma; quer dizer, "seu interior seja fortalecido para que habite Cristo pela fé em vossos corações". O coração tem as suas funções um pouco mais exteriores que o espírito, pois o espírito é mais íntimo que o coração humano; o coração ao contrário está relacionado com a consciência do espírito, mas é, por assim dizer, a porta por onde emana a vida."Sobre tudo o que se deve guardar, guarda o seu coração; porque dele emana a vida" (Provérbios 4:23). A porta para que o Espírito do Senhor saia das profundidades, da intimidade, para o exterior, é o coração. Se estudarmos na Bíblia quais são as funções do coração, veremos que são as mesmas que as de nossa alma, de maneira que dizer coração e alma é quase o mesmo, com a diferença que quando diz coração, está dizendo algo a mais, pois guarda a consciência do espírito.Porque, quais são as funções do coração? Diz a Bíblia: "pois se o nosso coração nos repreende, maior é Deus que o nosso coração, e ele sabe todas as coisas. Amados, se o nosso coração não nos repreender, temos confiança em Deus"(1 João 3:20-21); quer dizer, que essa função da consciência, de repreender ou não, é do coração. Aí vemos a função que, com o espírito humano tem o coração, a da consciência. Também em Hebreus 4:12 diz: "Porque a palavra de Deus é viva e eficaz, e mais cortante que toda espada de dois gumes; e penetra até repartir a alma e o espírito, as juntas e os tutanos, e discerne os pensamentos e as intenções do coração".Aqui se refere também a funções da alma, porque as intenções são exercidas com a mente e a vontade. Existe um fluir do interior para o exterior, do espírito para a alma, para o coração.A vida que todo filho de Deus já tem, está profundamente guardada em nós. Mas muitas vezes em nosso pensamento -porque quando dizemos coração tem que ser desmembrado, porque os pensamentos são do coração, as intenções são do coração, a consciência é do coração, as emoções são do coração- podemos dizer, sim, Cristo habita em meu coração, eu aceitei a Cristo em meu coração. É muito fácil dizê-lo, mas realizá-lo é diferente. Ter a Cristo morando em meu coração significa que Cristo está morando em meus pensamentos. Mas quantos filhos de Deus têm pensamentos onde Cristo não habita. Quer dizer que o processo de habitação de Cristo no coração é algo mais complexo; para que Cristo habite em meus pensamentos, habite em minhas emoções, é necessário um processo, um desenvolvimento, porque quantos filhos de Deus tem sentimentos de ira, de preguiça, de rebeldia, de adultério, ou de qualquer outra coisa, e somos legítimos cristãos e temos ao Senhor em nosso espírito, mas as nossas emoções ainda não estão o suficientemente controladas ou habitadas por Cristo, e se não estivermos fortalecidos no homem interior, essas emoções se tornam um gigante difícil de dirigir e controlar. Mas se somos fortalecidos no homem interior, ele controla essas emoções, traz sujeitos os pensamentos à obediência a Cristo, põe a vontade em acordo com a vontade de Deus, porque é um fluir de Cristo que vem de dentro para fora.Essa é uma lei espiritual: O tudo de Deus está em Cristo; o tudo de Deus e Cristo, está no Espírito; o tudo do Espírito vem para o nosso espírito, e o tudo de Deus o Pai, o Filho e o Espírito Santo que está em nosso espírito, tem que formar-se, derramar-se em nossos pensamentos, intenções, emoções, consciência; quer dizer, em nossos corações. Em 1 Coríntios 14:15, quando Paulo fala de orar no espírito, diz: "Orarei com o espírito, mas orarei também com o entendimento". No versículo 13 diz: "...aquele que fala em língua estranha, peça em oração poder interpretá-la". O entendimento pertence à mente da alma, o coração, mas no espírito está intercedendo, mas dá-se o caso em que, como a mente é um pouco mais exterior, não consegue interpretar a oração do espírito, e é por isso que Paulo exorta dizendo (verso 14): "Porque se eu orar em língua desconhecida, o meu espírito ora, mas o meu entendimento fica infrutífero". Por isso é necessário pedir em oração poder interpretá-la, para que a luz da vida não fique só no espírito, mas ilumine os olhos do entendimento e flua do interior para o exterior e do homem interior também habite no coração.Tudo isso é um processo. Receber ao Senhor nos deu a vida; estávamos mortos em nossos delitos e pecados, mas ao unirmos ao Senhor nos limpou dos nossos pecados e nos deu vida e o Espírito. Em seguida a segunda etapa é no coração; e isto já é um trabalho mais sério. O trabalho de Deus é verdadeiro. Para que Cristo habite em meus pensamentos, Deus tem que ter um combate com a minha mente, com os meus hábitos mentais, com os pensamentos, com as mentiras que aceitei como verdades e que estão em nossos pensamentos. Ele já habita em meu espírito, mas é necessário que habite em meus pensamentos. Há uma relação muito aparente dos pensamentos com os sentimentos, porque segundo o que penso e sinto, faço. Isto é o que diz Provérbio 23:7: "...como é o seu pensamento em seu coração, tal é ele". Segundo o que a pessoa pensa com o seu coração, isso se torna. Se o diabo te disser uma mentira como uma verdade e você aceita essa mentira como verdade, começa a sentir equivocadamente e a atuar também equivocadamente. Para corrigir a conduta é necessário corrigir o sentimento, e para corrigir o sentimento deverá corrigir o pensamento, e mostrar onde está a mentira do diabo, porque uma mentira não pode ser expulsa como se tratasse de um demônio, pois o demônio é uma pessoa, e existem enganos de demônios na pessoa; o demônio pode sair, mas se a mentira fica, essa mentira não pode ser exorcizada, tem que ser desmentida com a verdade.Esse trabalho da habitação de Cristo no coração é uma operação cirúrgica minuciosa, verdadeira do Senhor com os nossos hábitos mentais, sentimentos decisivos; nesse processo Deus está operando. Deus quer verdadeiramente algo para si mesmo; Ele quer fluir em nós e que os nossos pensamentos estejam de acordo com os Seus, mas freqüentemente Ele pensa uma coisa e nós outra, porque os Seus pensamentos não são os nossos, de maneira que os nossos pensamentos têm que aprender a sujeitar-se a Cristo; e esse é um trabalho longo de Deus, que só pode ser feito com o fortalecimento do homem interior.Antes de fortalecer o homem interior, não tinham conquistas, e agora tem; pensava mal, agora pensa bem; estava opaco, agora está luminoso, porque foi fortalecido no homem interior. Mas agora os seus pensamentos precisam ser habitados por Cristo. Os seus pensamentos, as suas determinações, devem ir se tornando cada vez mais cristalinas, mais transparentes. Um copo, se estiver limpo, põe-lhe água, e se alguém toma dessa água, tem sabor de água porque é pura e o copo está limpo. Mas se o copo não estiver limpo, embora a água seja limpa, o copo lhe acrescenta um sabor diferente ou esquisito. É água, mas além disso tem algum elemento estranho. Nós somos esse copo sujo; temos o tesouro mas em vasos de barro. Quando nos encontramos com os nossos irmãos, aparentemente tudo está bem, mas sempre há um saborzinho estranho que deve ser tratado; nesse sabor estranho Cristo não está habitando, mas há um elemento velho que deve ser renovado pelo Espírito. Essa é uma verdadeira operação de Deus, e não se trata só de uma doutrina linda mas sim de uma operação cirúrgica que Deus faz com cada filho, com toda a nossa personalidade, porque Ele quer refletir-se através da nossa personalidade; nossa personalidade deve ser purificada, renovada.

Quarto degrau: Compreender as medidas de Cristo

Nos degraus anteriores temos falado de um processo a nível individual; agora entra a etapa a nível coletivo. O fortalecimento do homem interior tem como objetivo a habitação de Cristo no nosso coração, e isto tem como objetivo o próximo degrau sucessivo, e para isso nos localizamos de novo nos versos 17-19a: "...para que habite Cristo pela fé em vossos corações, a fim de que, arraigados e fundados em amor, sejais plenamente capazes de compreender com todos os santos qual seja a largura, o comprimento, a profundidade e a altura, e de conhecer o amor de Cristo, que excede a todo conhecimento...". Para que o Senhor tem que fazer esse trabalho no coração até que cheguemos a atender o guiar de Deus e a voz interior? Para que "sejam capazes de compreender com todos os santos" as medidas de Cristo. Um indivíduo não pode compreender sozinho as medidas de Cristo, mas só poderá compreendê-las coletivamente. Para que eu possa ser capaz de compreender com os meus irmãos as medidas de Cristo, devo ser antes tratado em meu coração, do contrário não vou aceitar o meu irmão. Vou aceitar a mim mesmo, mas não creio que Deus possa me dizer algo através de outro irmão. É por isso que é necessário que Deus passe a operar em cada um de nós para aprender a compreender coletivamente. Uma coisa é compreender algo individualmente, e outra é que quando estamos juntos, com todos compreendemos mais, porque o que alguém compreende individualmente é uma coisa, mas o que compreende com os outros é maior. O irmão Watchman Nee dava um exemplo muito precioso em uma mensagem de um livro chamado "Conversas adicionais sobre a vida da Igreja", que trata sobre uns temas que ele compartilhou antes de ser encarcerado por 20 anos. Ele dizia que se um copo de vidro está quebrado em muitos pedacinhos, mesmo que não falte nenhum dos pedacinhos de vidro; e estiverem todos; mas, quanta água podem conter os pedacinhos de vidro? Um pedacinho só pode conter certo nível, mas quando todos os pedacinhos estão formando um copo, não somente pode conter a totalidade do que cada um pode conter, mas também algo mais. Por exemplo, se as pessoas podem conter 2 e outros 2, são 4, e outros 2, são 6, e outros dois, são 8...24...32...40. Se cada um de nós contém 2, o que contemos separados é 40; mas se os juntarmos, não só vamos conter 40, mas sim 2.000, 5.000; porque o copo unido cabe mais que o copo quebrado. Como pessoas individuais, podemos conter até certa medida, mas como Igreja estamos destinados a conter a plenitude, mas isto é algo muito sério.Irmão, possivelmente você vai aprender que os maiores sofrimentos que terás em sua vida, talvez não irão vir do diabo, ou dos inimigos; possivelmente você irá receber das pessoas mais queridas, dos mais próximos, dos mais amigos; vais ser profundamente ferido, talvez criticado ou exposto ou envergonhado, ou talvez menosprezado, ou desprezado, ou ignorado; mas com esses sofrimentos vamos aprendendo para que não nos portemos dessa maneira com os outros.Essa pessoa não pode avaliar de como é com os outros, até que o outro seja conosco como somos com os outros, então é quando nos damos conta. Nisto temos o exemplo de Jacó. Ele não se dava conta que era Jacó, o trapaceiro, o usurpador. Deus tinha um propósito com Jacó e precisava tratar com ele, e Deus sabia onde Jacó teria que aprender, e para esse fim o encaminhou até onde estava Labão, o seu tio. Na relação com o tio não só tratou de arrancar-lhe a pele, mas também o tio trocou a esposa, trocou o seu salário 30 vezes. Só prestamos a atenção do que fazemos a outros quando nos fazem o mesmo a nós. O Senhor trata verdadeiramente. Se alguém quiser escapar de ser tratado, vai ficar muito aquém da Igreja, longe do plano de Deus; se realmente queremos caminhar pelo caminho de Deus, temos que aceitar muitas disposições do Senhor que podem nos incomodar ou que podem nos ferir, porque terá que aprender a compreender com todos, e isto é muito difícil. É muito difícil nos pormos de acordo com pessoas que vêem de forma distinta, que têm temperamento diferente, distinto caráter; uns são extrovertidos, outros introvertidos; uns são rápidos e outros preguiçosos.É necessário aprender a ser um só vaso unido e não um pedaço quebrado.

Quinto degrau: A Igreja cheia da plenitude de Deus

Diz no verso 19b: "...para que sejam cheios de toda a plenitude de Deus". Deus destinou à Igreja como vaso para a sua plenitude; mas para que a plenitude de Deus caiba na Igreja, esta tem que estar bem coordenada como um só Corpo, e essa coordenação, essa junção de um com o outro é doloroso para a carne, mas boa para o espírito, porque Deus não nos põe com as pessoas que queremos. Se a decisão dependesse de nós, escolheríamos as pessoas que queremos, mas Deus tem outros filhos, possivelmente com aqueles que não gostaríamos de estar, e Deus te põe com eles e deverá aprender a engolir saliva, a suportar e a sofrer; e isso é até negares a ti mesmo, e negar-se ele a si mesmo, que não fique nada dele, e não fique nada de ti, e fique Cristo nele, e fique Cristo em ti.Desta forma a plenitude de Cristo acha lugar. Isto não é nada teórico; o Senhor não está contente com as teorias e bibliotecas cheias dos temas da Igreja; isso parece bom, mas não é suficiente; Ele quer uma verdadeira Igreja, e que aprendamos a nos integrar uns com os outros, não que sejam nossos amigos; há variedade de tudo na Igreja. A Palavra diz: "o ser fortalecidos com poder no homem interior por seu Espírito..., sejam plenamente capazes de compreender com todos os santos...". Que difícil é compreender o "com"; é muito fácil estar seguro da minha opinião, estar seguro da minha prudência, da interpretação clara da doutrina, e não tenho por que escutar a outro a outra interpretação, e o refuto e o desprezo antes de ouvi-lo. Terá que entender o outro e reconhecer que também ele tinha razão e que me enriquece com o que eu não via, e melhor, Deus o enriquece com o que eu digo, e já não sou eu sozinho vendo dois e ele sozinho vendo dois, mas sim juntos vemos dez, porque quando juntamos dois e dois são quatro, mas quatro têm relação com oito e cresce a união; isto é algo muito prático e terá que aprender a não guiar-se pelos gostos naturais, mas deixar que as disposições de Deus prevaleçam como Deus tenha ordenado as circunstâncias em sua vida, com as pessoas que Ele quer, sejam agradáveis ou não. Tem que aprender algo nesse meio porque a vida individual não é suficiente, mas compreender com todos, as medidas de Cristo, e em seguida chegar ao último degrau, "para que sejam cheios de toda a plenitude de Deus", destinada aos santos, mas como Corpo. Este é o caminho que nos espera.
Gino Iafranchesco

sábado, 9 de maio de 2009

Abrindo o Coração de Jó

O livro de Jó sempre me encantou. Nele até as heresias soam verdadeiras. Ele é poético, daí o problema, pois, a poesia sempre traz consigo o poder de convencer, ou, pelo menos, de nos fazer respeitar mesmo que seja a verdade besuntada de mentira.

Esta pode ser uma das razões do Livro de Jó ser tão mal percebido. Ele é tão poético que em suas falas entremeiam-se verdades e mentiras, numa oscilação que vai da mentira-mentira à mentira-verdade e da verdade-mentira à verdade-verdade, o que confunde a percepção objetiva.

E não seria isto parte da risada de Deus sobre a nossa presunção?

A fim de dar a você algumas simples “entradas” ao texto, quero que você preste atenção, nas quatro diferenciações que vêm a seguir:

1. A mentira-mentira é o engano em si, só sendo aproximadamente projetável em plenitude-simbólica na figura de Satanás. A verdade é, todavia, que nem Satanás conhece totalmente o próprio engano, pois, até mesmo para se ser o Enganador é preciso que tenha havido nesse ser um mínimo de autoengano inicial, e que veio, posteriormente, a tornar-se engano consciente e assumido como finalidade dessa malévola existência pessoal. A verdade sobre a mentira é a seguinte: somente Deus conhece o que é o engano! Nenhuma de Suas criaturas chegou até ao abismo do Abismo. Há um limite para as criaturas até no Abismo. E o limite do Abismo é o abismo do Mistério de Deus, que nenhuma de Suas criaturas jamais conheceu ou conhecerá em plenitude. Conhecer a Deus é o orgasmo infinito do ser!

2. A mentira-verdade é a mentira maquiada de realidades da vida aplicadas fora do contexto, o que acontece todos os dias nas mínimas coisas do nosso cotidiano, e, aparece, insistentemente, de vez em quando, até mesmo no modo como nos defendemos, escudando-nos à sombra de correções exteriores que encobrem nossas verdades negativas. Então adoecemos na alma, pois, quanto mais moralmente cristão é o consciente humano, mais tragicamente pagão, torna-se o seu inconsciente.

3. A verdade-mentira é a manipulação da verdade. Todo uso da verdade a corrompe, tira dela a verdade-de-ser, pois, ela já vem carregada com as finalidades e utilidades que a ela atribuímos, de acordo com a conveniência do momento. É a verdade para o consumo, é produto da arte de falar de Deus e da vida no palco das falsas impressões.

4. A verdade-verdade é aquela que só é possível se a procedência for à boca de Deus. Somente Deus conhece a verdade-verdade. É por isso que joio e trigo crescem juntos na Terra e não nos é possível distinguir um do outro com certeza. E toda tentativa de o fazer é mais danosa (joio é erva daninha), que existência do joio em si mesmo.

Há apenas uma coisa que os diferencia na Terra: o amor. Por esta razão, é muito mais provável que o joio é que tente arrancar o trigo do campo, que o trigo arrancar o joio de seu território. O trigo alimenta e traz vida. O joio se esconde e se aproveita dele, mas nunca perde uma oportunidade de se fazer passar por ele, e, eliminá-lo é sua melhor chance!

A questão é: o joio sabe que é joio? E o trigo sabe que é trigo? Quem o confessaria? Quem teria em si a verdade-verdade a ponto de enfrentar todos os enganos para se ver? Quem teria essa coragem? Certamente quem a possuísse não seria jamais um “joio-pleno”, pois “aquele que julga a si mesmo, não é julgado”.

O trigo sabe que é trigo? Mas se o sabe, não o alardeia com certeza que acuse a existência personificada do joio num outro ser humano. Antes, ao “cair na terra, morre; e dá muito fruto” . O joio não muda o curso da natureza do trigo, pois, o trigo só sabe ser trigo!
O poder do trigo é o fruto que dá e que se faz vida em si e em outros!

E por que introduzo esse meu livro sobre Jó falando acerca de tais subjetividades?

É que o livro de Jó é exatamente o retrato de todas essas quatro diferenciações. Ora, são essas diferenciações que podem descatastrofizar as nossas existências, sem que apelemos para as interpretações morais que excluem a história humana da Graça, e, pior: excluem a Graça de toda a história dos humanos!

Essa des-gracificação da Vida nos torna tão pagãos quanto todos os que tentam explicar o mal que acomete ao próximo sempre como paga pelo pecado.

Os cristãos ainda não se deram conta de que sua “teologia” da Graça não coincide com suas interpretações cotidianas do sofrimento humano e, muito menos, não retrata com realismo os fatos da vida. E assim, sem o saberem, tornam-se parte do fluxo religioso universal - a Teologia da Terra—, que entende a questão da dor e de tudo o que seja inexplicável, a partir de um encontro de contas exatas entre Deus e o homem, anulando, assim, a Graça.

Na Graça o “encontro de contas” acontece, mas quem paga a diferença contra o homem é Aquele que disse: “Está consumado!”
O problema é que aquelas quatro diferenciações não são formuláveis como categorias morais ou históricas visíveis.
Elas são valores e essências e só começam a ser por nós discernidos quando nossas existências chegam a conscientemente lidar com a Indisponibilidade de Deus na hora da perplexidade, e, sobretudo, com as interpretações que daí procedem.
Quando esse dia chega, só chega para nós! Ele é incompartilhável. Mesmo os “melhores amigos” correm o risco de pecar ao tentarem “entender esse dia” em nosso lugar.

O dia da perplexidade é sempre solitário. E nele todo gemido é verdade e toda verdade é gemido perplexo!
Uma vez dito isto, peço que você observe cada um desses quatro elementos na leitura do Livro de Jó, a saber: mentira-mentira; mentira-verdade; verdade-mentira; e verdade-verdade.

E mais: quero que você leia o texto de Jó transcrito da Bíblia e que é parte integral deste livro. Há pessoas que assumem que já conhecem o texto bíblico, e, portanto, não o lêem; perdendo, assim, a melhor chance que a leitura propicia, pois, chega carregada da iluminação que vem diretamente da meditação na Palavra de Deus.
Meditação, oração e submissão à revelação do Espírito Santo são os agentes que transformam a Bíblia Sagrada em Palavra de Deus em nossos corações!

Após cada bloco de leitura de Jó você achará um comentário meu. Leia-o com atenção. No rodapé de cada página você encontrará notas de esclarecimentos e outras referências bíblicas que o auxiliarão na melhor compreensão do que você lê. E, por último, trarei as minhas conclusões sobre a mensagem do livro como um todo.

Se você optar por ler apenas o texto maior e deixar de lado as demais contribuições que o livro dá a você, temo que você não entenda tudo o que lhe está sendo disponibilizado. É necessário, sobretudo, que você tenha paciência e leia tudo, conferindo, na sua Bíblia, a pertinência ou não do que aqui digo.

Caso você pare de ler o livro, ou caso você só leia o que nele lhe parecer mais fácil, não faça, por favor, comentários a respeito dele. Não poderei ter respeito por quem não conferir coisa com coisa antes de fazer seu próprio julgamento. E, assim dizendo, estou estimulando você a achar nele qualquer coisa que não seja completamente bíblica e coerente com a “tese cristã”.

Ou seja, eis aqui a confissão de fé que faço neste livro:

A Graça é dom de Deus, apropriado pela fé, que também é Graça , pois, é também dom de Deus; a qual se origina do trabalho do Espírito Santo na consciência-coração humano, pela revelação da Verdade , que é Cristo Jesus; o qual é o Princípio e o Fim—Alfa e Ômega—de toda relação de Deus com a criação e todas as criaturas, visto que Ele se-fez-foi-feito-em-si-mesmo o Cordeiro imolado antecipadamente pela culpa da criatura e de toda criação, antes da fundação do mundo; sendo que, entre os homens, Sua manifestação histórica se realizou na Sua encarnação, morte, ressurreição e ascensão acima de todas as coisas; e, foi Ele, o Cordeiro de Deus, quem estabeleceu que por Sua Graça se pode ter Vida; e, isto, não é tão somente algo que se manifesta dos céus para a terra, mas também entre os humanos na forma de duas tomadas de consciência: a primeira é que quem recebeu Graça não nega Graça, pois, quem foi perdoado tem que perdoar ; e, em segundo lugar, mediante a cessação dos julgamentos entre os homens, visto que, quem foi absolvido pela Graça de Cristo já não se oferece para ser juiz do próximo; antes pelo contrário, tal percepção induz a caminhar na prática das obras preparadas de antemão para que andássemos nelas, sendo sua maior expressão o amor com que devemos nos amar uns aos outros; e, sendo assim, para tais pessoas, guiadas pelo Espírito da Graça, a germinação de seus corações na fé em Jesus, gera o fruto do Espírito que torna toda Lei obsoleta e desnecessária para a consciência que recebeu a revelação do Evangelho. O resto é invenção humana para diminuir a Loucura da Cruz e o Escândalo da Graça.

Sabendo disto, então, faça o seguinte agora:

Ore e peça ao Espírito Santo que o ilumine e o esclareça! Faça-o com a certeza de que ao final sua mente estará vendo a sua própria dor de outra forma e a de seu próximo com reverência e silêncio solidário. E, então, seu coração vai se encher de amor e vida, o que libertará você de todo medo de ser e o fortalecerá para o prosseguimento da jornada que só cessa quando conquistarmos aquilo para o que fomos conquistados.
Quem assim faz não será condenado quando a Voz de Deus se manifestar no redemoinho.
O resultado final é que você dirá: “Eu te conhecia só de ouvir, mas agora os meus olhos te vêem”.


Extraído do livro O Enigma da Graça, de Caio Fábio

Não Mesmo

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No livro de Apocalipse as sete igrejas são representadas por meio de sete candeeiros de ouro (Ap. 1:20). Um candeeiro, por sua vez, não é um objeto com um fim em si mesmo. O propósito de um candeeiro é sustentar a luz de modo que todos possam vê-la. Da mesma forma, a Igreja não existe para si própria, ela não é um fim em si mesma, mas é um meio para que um objetivo seja alcançado. O objetivo da Igreja é sustentar o testemunho de Jesus de modo que todos possam vê-lo, de modo que todos possam ver a luz. E se a Igreja falhar em expressar, manifestar a luz do testemunho de Jesus, então ela terá falhado em sua missão. A Igreja não tem como objetivo final atrair as pessoas para si mesma, a Igreja tem como objetivo conduzir as pessoas a Cristo. Stephen Kaung, no livro “Vendo Cristo no Novo Testamento”, vol. 6, ALC Postado por IGREJA REUNIDA EM SANTO ESTÊVÃO - BA

Diversas dúvidas sobre Deus

1) Como posso saber que há um Deus? ( João 1.14, 18; 14.9-14; 20.29-31; Romanos 1.20; Isaías 43.9-10) 2) Como posso saber que a Bíblia é verdadeira? (João 5.39-40; 7.17; Atos 17.11-12). 3) Como posso compreender a Bíblia? (1 Coríntios 2.9-14; João 16.13; Lucas 11.13.) 4) Se o homem faz o melhor que pode, isto não basta para Deus? (João 3.5-6, 36; Romanos 3.19-20; Gálatas; 3.10) 5) Se um homem honestamente pensa que está no caminho certo, será condenado? (Provérbios 14.12; Romanos 3.3-4; Atos 17.30) 6) Não é possível ser Cristão sem crer que Jesus é o Filho de Deus? (1 João 5.9-13, 20; João 20.28-31; Mateus 16.13-18.) 7) Por que era necessário Cristo morrer para salvar o homem? (Romanos 8.3; Gálatas-3.10; Romanos 5.12, 19). 8) Qual é a primeira coisa a fazer para se tornar Cristão? (Mateus 11.28; João 6.29, 37; Atos 16.31). 9) Que mais? (Mateus 10.32; Romanos 10.9-10; Hebreus 13.15-16). 10) Preciso reconhecer que sou pecador antes de vir a Cristo? Como posso fazer isto? (Romanos 7.13; João 16.8-9; Atos 2.36-37) 11) Preciso me arrepender? 0 que é arrependimento? Como posso me arrepender? (Lucas 24.46-47; Atos 5.30-31; 20.21; Lucas; 15.17-18.) 12) Como posso vir a Cristo? (Isaías 55.7; 1 João 1.1-3; Romanos 10.8-17; Marcos 10.49-50.) 13) 0 que significa "Aceitar a Cristo"? (João 1. 11- 12; Romanos 6.23; João 4. 10; Efésios 2.8.) 14) Como posso ter fé? (Efésios 1.12-13; Lucas 16.29-31; João 5.39, 46-47; João 4.50) 15) Como posso saber que os meus pecados são perdoados? (Marcos 2.5; Lucas 7.48-50; Atos 13.38-39; 1 João 1.9) 16) Como posso saber que amo a Deus? (I João 4.10,19; Romanos 5.5-8; Efésios 2.4-8) 17) Por que o Senhor não se apresenta a mim e fala comigo, como falou com Paulo? ( I Timóteo 1.16; João 17.20; 20.29; 1 Pedro 1.8; João 14.16-18). 18) Como posso saber que o Espírito de Deus veio a mim? (João 16.8; 1 Coríntios 12.3; Gálatas 5.2, 23; 1 João 3.14). 19) Por que membros da Igreja erram? (Filipenses 3.18-19; 1 Timóteo 4.1-2; 11 Timóteo 3.1-5; Gálatas 5.17, 6:1.) 20) Por que há diferentes denominações? (1 Coríntios 3.1-5; 1 Coríntios 12.12-14; 1 Coríntios 11 - 19; 11 Pedro 2.1-2; Efésios 1.17-23). 21) Preciso fazer profissão de fé para ser Cristão? (Mateus 28.18-20; Atos 2.38-42, 47; Hebreus 10.25.) 22) Como posso vencer o mundo? (Colossenses 3.1-6; 1 João 5.3-4; Gálatas 1.4). 23) Por que os Cristãos sofrem tanto no mundo? (I Coríntios 11.32; Salmos 94.12-13; Hebreus 12.6-11; 1 Pedro 4.12-19.) 24) Como posso ser liberto do poder dos pecados que tenho praticado? (Romanos 13.14; Efésios 6.10-18; 1 Pedro 5.6-10). 25) Se pecar, após me tornar Cristão, Deus me perdoará? (Romanos 3.28-30; Hebreus 10.28-29; Atos 8.18-23; 1 João 13-10). 26) 0 que é pecado contra o Espírito Santo? (Marcos 3.28-30; Hebreus 10.28-29; Atos 8.18-23.) 27) Qual é a relação entre o Cristão e este mundo? (I João 2.15-17; João 17.14-19; 1 Pedro 4.2-5). 28) Tenho que perdoar os meus inimigos, ao me tornar cristão? (Mateus 5.23-24; 6.12-15; Efésios 4.31-32). 29) Como posso saber que sou escolhido por Deus? (João 3.16; 6.37; 10.9; Apocalipse 22.17). 30) Tenho de fazer restituição? (Marcos 12.31; Romanos 12.17; Lucas 19.8). 31) Não devo esperar até que compreenda melhor a Bíblia, antes de me tornar Cristão? (Atos 8.12, 35-37; 16.30-33; 1 Coríntios 2.1-5). 32) Não devo ser pessoa melhor antes de me tornar Cristão? (Mateus 9.12-13; 17.15-18; Romanos 7.23-25.) 33) Quando eu oro, a oração não parece real para mim. Como posso resolver isso? (Lucas 11.14; João 1.18; 17.6, 25-26.) 34) Você tem certeza que tão grande pecador como eu pode ser salvo? (Isaías 55.6-9; 43.24-26; 1 Timóteo 1.15-16.) 35) Deveria começar confessando que quero ser Cristão, enquanto não sinto Deus falando comigo? (Mateus 12.10-13; Ezequiel 36.26-27; Efésios 2.4-6). 36) Qual é o maior pecado? (1 João 5.10; João 5.38; Números 23.19.) 37) Se eu me tornar Cristão, o que devo procurar mais ardentemente? (João 14.16-18; João 20.22; Atos 1.8; Efésios 5.17-21.) 38) Como posso ter certeza de que vencerei? (Isaías 41.10; 1 Coríntios 10.13; II Coríntios 9.8; 12.9; João 10.27-29). 39) Qual vai ser a minha maior dificuldade na vida Cristã? (Filipenses 2.3-5; Romanos 12.3, 16; João 13.12-17). 40) Não sinto muito desejo de me tornar Cristão agora. Não posso esperar até alguma outra oportunidade? (Coríntios 6.2; Hebreus 3.7-8; 4.7; Tiago 4.13-17.)

O Evangelho de Deus

Rede Record apoia o Aborto

http://www.youtube.com/watch?v=pSWMLtTzbnA É vergonhoso para qualquer cristão ver uma emissora de tv, controlada por evangélicos, fazer defesa de ato tão cruel e vil. Percebe-se que, de fato, a deficiência teológica influencia a ética e a moral. Se os líderes desta emissora/igreja atentassem para o que diz a Palavra perceberiam os graves erros que cometem e incitam outros a cometer. Alisto-os abaixo: 1. Em primeiro lugar, o corpo que usamos não é nosso, como afirma a atriz do vídeo. Paulo, escrevendo aos Corintios, disse: "Acaso, não sabeis que o vosso corpo é santuário do Espírito Santo, que está em vós, o qual tendes da parte de Deus, e que não sois de vós mesmos?" (1Co 6.19) e, na seqüência, "Porque fostes comprados por preço. Agora, pois, glorificai a Deus no vosso corpo." (1Co 6.20). Somos apenas mordomos. Vamos prestar contas do que fizemos com o corpo. 2. A imagem de Deus está impressa em cada ser humano, por isso, ninguém tem o direito de tirar a própria vida ou a de outrem. A Bíblia diz: "Se alguém derramar o sangue do homem, pelo homem se derramará o seu; porque Deus fez o homem segundo a sua imagem." (Gn 9.6). A razão da proibição do homicídio e, por implicação, do suicídio, está no fato de que 'Deus fez o homem segundo a sua imagem', isto é, ao assassinar alguém, ou a si próprio, estamos eliminando algo que não é nosso, mas de Deus. 3. Uma mulher pode até reclamar o direito de retirar um rim, ou um apêndice, mas não tem o direito de assassinar uma vida que está em formação dentro de si. A mulher pode dizer, equivocadamente, que tem direito sobre o seu corpo, mas o feto é outro corpo, é outra vida. O art. 2º do Código Civil Brasileiro reconhece que a vida começa na concepção: "Art. 2º A personalidade civil da pessoa começa do nascimento com vida; mas a lei põe a salvo, desde a concepção, os direitos do nascituro." Portanto, o aborto é, além de crime, um pecado gravíssimo aos olhos de Deus. Ninguém tem o direito de assassinar violentamente um ser que não tem qualquer condição de defesa. Deus punirá severamente os que praticam esta classe de assassinato. Quanto à emissora/igreja, não é de hoje a posição abortista de seu líder Edir Macedo. Em outubro de 2007 nós reproduzimos um artigo de Solano Portela sobre o assunto. Para lê-lo, clique aqui. Termino com as palavras de Isaías, em uma época em que o povo estava andando bem longe dos caminhos de Deus: "Ai dos que ao mal chamam bem e ao bem, mal; que fazem da escuridade luz e da luz, escuridade; põem o amargo por doce e o doce, por amargo! Ai dos que são sábios a seus próprios olhos e prudentes em seu próprio conceito!" (Is 5.20,21). Falando em luz e trevas, a cor predominante do vídeo, um laranja que lembra fogo e a pouca iluminação, levou minha mente a, automaticamente, pensar no local para onde vão os assassinos. Postado por Rev. Ageu Magalhães

Deus não existe

Um homem caiu em um buraco

http://www.youtube.com/watch?v=RY-g-sH7q2g

Evangelizar

Exploração Não

Exploração Não

Você reclama de sua vida!

http://www.youtube.com/watch?v=v7S06iN5P34

Livro - A Cruz e o Punhal

Charles Haddon Spurgeon - Sermoes Devocionais

Sinopse

Muita ação e suspense em um filme clássico que continua tocando os corações. A Cruz e o Punhal é a história verídica de David Wilkerson entrando no mundo desesperado de Nick Cruz e das gangues de Nova York. Os Mau Mau e os Bishops são gangues que lutam com correntes, facas e pistolas para proteger seu território de vício e violência. Será que essas gangues que controlam a cidade ouvirão este pregador de fora que invade seus territórios e suas vidas para falar do amor e da paz de Deus?

Bozo

http://www.youtube.com/watch?v=yP6B-MZrMSo

Compromisso Precioso e muito mais...

O compromisso de uma fé desafiada pelo impossível e testada pelo irresistível, afeta toda a família. A história comovente do amor entre John e Ellen Brighton. Unidos eles enfrentam uma terrível e impiedosa doença, o Mal de Alzheimer, que, ou confirmará seu amor, ou destruirá seu casamento e sua família. Problemas na carreira profissional, nos relacionamentos familiares, uma confusão que só o poder de um amor real pode superar. Phil Brighton, o irmão e sócio de John, vive livre demais para entender porque John ainda mantém sua fé e seu casamento diante de circunstâncias tão terríveis. Mas a luta de seu irmão faz com que ele encontre uma nova esperança. http://www.youtube.com/watch?v=M9tNVXkOCxY

Evangelizacao Pessoal

http://www.evangelizacaopessoal.com

Icthusfilmens

http://www.youtube.com/watch?v=aiIpWtVQRGI http://www.youtube.com/watch?v=o3fqwpCUo30

Autoridade Espiritual